FGV: preço de alguns remédios subiu mais que inflação

Os preços de alguns medicamentos subiram mais do que a inflação nos últimos três anos. Essa é a constatação de uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada ontem. Os analgésicos e antitérmicos foram os que mais aumentaram - 47,83% entre 2003 e 2006. No mesmo período, a inflação foi de 24% pelo Índice de Preços ao Consumidor Disponibilidade Interna (IPC-DI). Quando o período considerado é de oito anos (desde 1999), o aumento desses medicamentos é de 104,99%, para um IPC de 73,96%. Enquanto os analgésicos e antitérmicos lideram a lista dos que mais subiram, os medicamentos da classe dos ?calmantes e antidepressivos? registraram os menores índices, com alta de 52,88%. De acordo com nota divulgada pela FGV, o economista André Braz, autor da pesquisa, explica que, apesar da elevação dos preços de alguns medicamentos, nos últimos oito anos os reajustes ficaram abaixo da inflação acumulada. ?Entre 1999 e 2002, e 2003 e 2006, os reajustes foram muito parecidos, tanto que as variações acumuladas foram semelhantes - 29,45% e 27,67%?, diz. As vitaminas e os medicamentos homeopáticos também registraram elevações de preço acima da inflação. Entre 1999 e 2006, o preço das vitaminas subiu 75,31%. Já os medicamentos homeopáticos tiveram alta de 85,24%. A Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) contesta a pesquisa da FGV. Em nota, esclarece que ?a variação de preços de medicamentos tem sido absolutamente normal, em nada diferindo do comportamento de preços das mercadorias de uma maneira geral, inclusive dos chamados itens essenciais.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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