Fila de espera na AACD já é de 32 mil crianças e jovens

Entidade decidiu parar de investir em expansão para tentar dar conta da demanda existente

Fabiane Leite, de O Estado de S. Paulo,

05 de novembro de 2008 | 18h00

A fila de crianças e jovens que esperam por consultas, órteses, próteses e cadeiras de rodas nas oito unidades da AACD no País chegou a 32 mil pessoas, quase um estádio do Pacaembu lotado, e a entidade decidiu parar de investir em expansão para tentar dar conta da demanda existente. No quesito cirurgias, o tempo de fila oscila entre 2 a 10 anos, atualmente. Veja também Teleton faz maratona de mais de 100 shows  Segundo Eduardo de Almeida Carneiro, diretor presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente, todos os recursos do Teleton 2008, famosa campanha televisiva para a arrecadação de fundos que ocorre neste mês, terão de ser investidos na contratação de mais profissionais para as unidades já existentes, com o objetivo de reduzir a espera. "Esta espera é só na AACD, imagine nos rincões do País. Imagine esperar dez anos. Com os recursos do Teleton, construíamos uma unidade nova a cada ano, mas imaginávamos que a comunidade assumiria os serviços", diz Carneiro. Segundo o presidente, convênios com prefeituras e outras esferas de governo, doações e prestações de serviços privados não ocorreram no volume suficiente nas unidades para dar conta do funcionamento a pleno vapor. "Não há mais como crescer. Por esta razão, neste ano os recursos serão para o atendimento dos que já estão na fila, até porque as unidades não estão a 100%", disse ainda Carneiro, que trabalha como voluntário. Leia a reportagem completa na edição desta quinta-feira de O Estado de S. Paulo

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