Fila por vacina da gripe dá voltas no quarteirão

Clínicas vêm orientando seus clientes a chegar até uma hora e meia antes do horário de abertura do estabelecimento

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2016 | 03h00

SÃO PAULO - Com a alta demanda por vacina contra a gripe e a rapidez com que os novos lotes têm se esgotado, clínicas de vacinação vêm orientando seus clientes a chegar até uma hora e meia antes do horário de abertura do estabelecimento para tentar conseguir o imunizante com mais facilidade.

“Disseram que amanhã (sexta) deve chegar mais vacinas para adultos, mas é para chegar bem cedo, pelo menos umas 6h30, para ter chance de conseguir. Mas a clínica só abre às 8 horas e todo mundo faz fila em volta do quarteirão”, conta a apresentadora de TV Mari Simões, de 38 anos, que buscou a vacina para ela e a família em uma clínica dos Jardins, na zona sul, na tarde desta quinta-feira, 31.

"Tenho crianças e meu marido é médico. Ele tem muito contato com pessoas infectadas e, por isso, queríamos nos vacinar logo”, disse ela. “Eu até podia tomar a vacina pelo SUS porque tenho bronquite asmática, mas precisaria esperar mais. O jeito vai ser encarar a fila da clínica de manhã”, diz.

Rede pública. Pela rede pública, só podem vacinar-se pessoas que integram os grupos de risco: idosos, crianças entre 6 meses e 5 anos, gestantes, doentes crônicos, puérperas, profissionais de saúde, indígenas, detentos e funcionários do sistema prisional. A campanha nacional, no entanto, só será iniciada no dia 30 de abril. 

Na capital e na Grande São Paulo, a ação foi antecipada para o dia 11, mas apenas para idosos, gestantes e grávidas. Antes disso, a partir do dia 8, os trabalhadores da área da saúde também poderão imunizar-se. 

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