GABRIELA BILO / ESTADAO
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Filas por vacina contra H1N1 continuam em clínica particular

Doses acabam com rapidez em alguns locais na capital paulista; em outros, há falta do imunizante e nenhuma previsão de chegada

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

12 Abril 2016 | 03h00

SÃO PAULO - O início da vacinação na rede pública para idosos, gestantes e crianças não evitou a procura pela imunização em clínicas particulares. Nas filas havia nesta segunda-feira, 11, famílias inteiras buscando a vacina, além de interessados pela versão tetravalente (contra quatro tipos de vírus), que não é ofertada gratuitamente. Em algumas unidades, as doses acabaram rapidamente e não há data para a reposição.

Após 15 dias telefonando para consultar o estoque de uma clínica nos Jardins, na zona sul da capital, a bancária Marcia Matos, de 41 anos, conseguiu encontrar a vacina e foi com o marido, a mãe e os três filhos para o local. A filha de 10 meses e a mãe, de 84 anos, poderiam vacinar-se em uma unidade pública, mas ela preferiu que a vacinação fosse feita em um só lugar.

“Sou de Santana (zona norte) e o posto perto de casa não estava cheio, mas achei melhor não ter de pegar fila lá e aqui. Só me vacinei em 2009, mas fiquei preocupada com meus filhos.”

A engenheira civil Michelle Palladino, de 41 anos, foi com a filha Julia, de 6, e a sogra, a aposentada Luiza Palladino, de 85 anos, na mesma clínica, na tarde desta segunda. Elas já buscavam a dose desde a semana passada e o alerta de que a vacina estava disponível foi dado pela cunhada de Luiza, a também aposentada Therezinha Palladino, de 86 anos.

"Vim hoje (segunda) às 6h30 e consegui. Já tinha tentado na sexta e no sábado. Vi que estava fácil e chamei a família.”

Embora a vacina esteja disponível para pessoas com mais de 60 anos em postos de saúde, Michelle conta que a sogra e a cunhada dela preferiram a rede privada. “Está difícil aqui. Imagine na rede pública.”

Em uma clínica de Higienópolis, na região central, dois cartazes na entrada informavam que as doses tinham acabado e não havia previsão de chegada. A assistente social Maria Angélica Oliveira, de 67 anos, tentou se vacinar e vai aguardar a chegada do imunizante. “Gostaria de tomar há mais de uma semana, porque minha filha está grávida. Não tomo todos os anos.”

Em apenas duas horas, as doses também acabaram em uma clínica em Perdizes, na zona oeste. Uma funcionária recomendava aos interessados que voltassem na quarta-feira, às 8 horas. “A vacina vai chegar amanhã (hoje), mas não tem previsão de horário. É melhor voltar na quarta.”

Assíduo. O administrador de empresas Luiz Fernando Biasetto, de 69 anos, tentou tomar a vacina no fim da tarde desta segunda, mas não conseguiu. Ele sempre se protege contra a gripe, mas neste ano já buscou a clínica mais de uma vez, sem sucesso. “Está mais difícil. Não tentei na rede pública, porque prefiro a tetravalente.”

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