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Fiocruz afirma que não é hora de relaxar isolamento no Rio

Em nota enviada ao Ministério Público, especialistas ressaltam que números ainda não justificam retomada das atividades

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2020 | 14h06


RIO - Em nota enviada ao Ministério Público, a Fiocruz afirma que agora não é o momento certo para flexibilizar o isolamento social no Rio. Começou nesta terça-feira, 2, o plano de reabertura apresentado pelo prefeito Marcelo Crivella, enquanto o governador Wilson Witzel ainda discute como será feita a retomada. A nota técnica foi formulada a pedido do MP, que acompanha as ações de enfrentamento à covid-19.

No texto da Fiocruz, os especialistas destacam que a capital e outros municípios da região metropolitana ainda apresentam dados acima do esperado e com tendência de alta. Neste cenário, dizem, flexibilizar as medidas de distanciamento em municípios com situação mais crítica coloca em risco não só eles próprios, "mas também o seu entorno, tanto pela facilitação da difusão do vírus em direção de interior, quanto pela produção de uma demanda extra de serviços de saúde, que recairão sobre as grandes cidades."

Ou seja, esses dois fatores - a curva de casos e a capacidade da rede hospitalar de dar conta da demanda - são centrais para determinar ou não uma abertura. Para a Fiocruz, o Rio ainda deixa a desejar nos dois critérios. 

"No estado do Rio, dificuldades de uma ação mais coordenada na avaliação dos recursos hospitalares disponíveis e programação da expansão de leitos implicaram em soluções fragmentadas, que, em parte, ou não se concretizaram integralmente até o momento ou têm sido associadas a problemas importantes de implementação", diz a nota técnica.

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