Taba Benedicto/Estadão
Taba Benedicto/Estadão

Fiocruz aponta interrupção na queda de casos de síndrome respiratória aguda grave

Quase todos os registros desse tipo são causados pelo novo coronavírus; especialista pede que flexibilização de medidas seja reavaliada

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2021 | 19h13

RIO - O Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira, 18, aponta um cenário de interrupção na queda do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e possível retomada do crescimento. Atualmente, quase todos os registros de Srag são causados pela covid-19. As capitais de São Paulo e Rio, entre outras, apresentam tendência de aumento a longo prazo.

O trabalho se refere à semana epidemiológica número 32, de 8 a 14 de agosto, e tem como base de dados o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). Segundo o levantamento, oito capitais apresentam tendência de aumento do número de casos a curto prazo. Elas são Belém, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Goiânia, Macapá, Maceió e Palmas. Outras quatro, além de Rio e São Paulo, têm tendência de crescimento a longo prazo. São Curitiba, Florianópolis, Fortaleza e Porto Alegre.

Outro indicador do novo InfoGripe é o de transmissão comunitária. Além de apresentar sinais claros de interrupção de queda e começo de crescimento em diversos locais, os valores semanais em todo o País seguem elevados.

Todos os Estados apresentam pelo menos uma macrorregião com níveis de transmissão extremamente elevado, alto ou superior.  As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro estão na primeira classificação.

“Tal situação manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, caso não haja nova mobilização por parte das autoridades e populações locais”, alertou o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes.

Segundo o especialista, diante dessa tendência de aumento em várias capitais, é preciso reavaliar a flexibilização das medidas de prevenção. Ele alertou ainda que as iniciativas contra a doença só devem ser adotadas quando a tendência de queda for generalizada. Ela também deverá se manter por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos. Só assim as ações preventivas deverão ser afrouxadas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.