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Fiocruz divulga contrato de encomenda tecnológica para vacina contra coronavírus

O acordo com o laboratório Astrazeneca prevê que não haverá margem de lucro na aquisição dos produtos necessários para o imunizante até 1º de julho de 2021

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2020 | 14h33

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apresentou o contrato de Encomenda Tecnológica assinado com a AstraZeneca para a produção da vacina contra o novo coronarívus. O acordo prevê que não haverá margem de lucro na aquisição dos produtos necessários para a produção da vacina até 1º de julho de 2021, quando expira o contrato.

O acordo prevê ainda que a fundação terá total acesso à tecnologia ao fim do contrato, o que permitirá à Fiocruz autonomia para produzir a vacina de acordo com as necessidades que o País apresentar.

O contrato foi encaminhado na segunda-feira, 26, à Comissão Externa da Câmara dos Deputados de Enfrentamento à Covid-19. Segundo o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, os termos negociados colocam o Brasil em posição de destaque no cenário global.

“O acordo com a AstraZeneca garante não apenas o acesso a um volume expressivo de uma das vacinas mais promissoras que segue em estudo clínico de fase 3, como também assegura a transferência total da tecnologia para Bio-Manguinhos/Fiocruz. O compromisso também garante a inexistência de obtenção de margem de lucro para a AstraZeneca ou para a Fiocruz até 1º de julho de 2021”, disse, em nota divulgada pela fundação.

O custo da vacina também foi exaltado. “Ao preço de US$ 3,16 a dose, ela é considerada uma das mais baratas quando comparada às demais negociações que seguem em curso no mundo. O valor praticado, incluindo a transferência da tecnologia que trará a autonomia nacional já a partir de 2021, é resultado direto de uma atuação diferenciada possibilitada pela capacidade produtiva e tecnológica existentes”, destacou o vice-presidente.

O contrato está limitado inicialmente a 100,4 milhões de doses, totalmente destinadas a entregas ao Ministério da Saúde e ao SUS. Ao fim do acordo, a Fiocruz terá a capacidade de produzir mais 110 milhões ao longo do segundo semestre de 2021.

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