James Giahyue/Reuters
James Giahyue/Reuters

FMI pode ajudar Serra Leoa, Guiné e Libéria contra Ebola

Fundo reduziu projeções de crescimento; sem relação com oeste da África, surto na República Democrática do Congo deixou 35 mortos

O Estado de S. Paulo

11 Setembro 2014 | 12h48

WASHINGTON - O Fundo Monetário Internacional (FMI) está negociando a expansão de programas de ajuda para combater a crise de Ebola em Serra Leoa, Guiné e Libéria. Segundo a instituição, além dos danos humanitários, a epidemia reduz as perspectivas de crescimento econômico dos países e oprime as contas do governo.

O FMI considera que a devastação causada na agricultura e no comércio deixou os três países com "significativas lacunas de financiamento", entre US$ 100 milhões e US$ 130 milhões, disse o porta-voz do fundo, William Murray.

De acordo com o FMI, a epidemia de Ebola vai cortar o crescimento de Serra Leoa para 8% neste ano, ante previsão anterior de 11,3%. A Libéria deve crescer menos da metade da estimativa anterior, apenas 2,5%, e Guiné deve ter avanço de 2,4%, ante projeção prévia de aumento de 3,5%.

O porta-voz afirmou que o FMI está negociando a expansão dos programas de ajuda e financiamento para garantir que os países tenham recursos para combater a epidemia e manter suas economias girando. "Vamos resolver estes financiamentos o mais rápido possível", garantiu.

"Uma intervenção em grande escala da comunidade internacional é urgente para ajudar a controlar a epidemia", completou.

República Democrática do Congo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quinta-feira, 11, que um surto de Ebola na República Democrática do Congo matou 35 dos 62 infectados no país. Segundo a agência, o surto está concentrado em um condado e todas as pessoas infectadas até agora foram ligadas ao caso inicial. A OMS informou que unidades de isolamento foram instaladas nos quatro vilarejos afetados, em uma área remota do país, que fica no nordeste da África Central.

A República Democrática do Congo, local do primeiro surto de Ebola no mundo, registrou vários surtos da doença. Autoridades dizem que o atual surto não está relacionado com o que acontece no oeste da África, responsável pela morte de mais de 2.200 pessoas./AP E DOW JONES NEWSWIRES

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