Duda Barros/ Divulgação
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Foco na sobrevivência limita mudanças reais, diz consultor

Para especialista da EY, empresas não estão mirando o longo prazo

Media Lab Estadão, Media Lab Estadão
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25 de junho de 2020 | 11h56

A fase de flexibilização nas políticas de combate à covid-19, em muitas cidades do País, já permitiu o retorno gradual de atividades não essenciais. Mas há uma outra fase mais importante – a de transformação – que muitas empresas não reconhecem como uma necessidade da economia pós-pandêmica. É esta a visão de Marcelo Godinho, líder dessa frente na EY (Ernst & Young). “É importante olhar o contexto de uma perspectiva mais macro. O retorno às atividades não é um problema apenas de RH, mas precisa fazer parte da agenda estratégica do negócio.”

São vários os exemplos mencionados por Godinho que deveriam despertar nas corporações uma visão mais estratégica. Dificilmente, pontua o executivo, as viagens de negócio, que movimentavam o setor aéreo e os hotéis, voltarão a ser como antes. Ferramentas de reunião remotas foram testadas com eficácia. “Não dá para dizer que tudo passará, mas também nem tudo fica”, diz Godinho. Se o e-commerce vai muito bem, diz o analista, “mídia e entretenimento buscam outros formatos”. Mesmo negócios disruptivos talvez sejam revistos. “O Airbnb, que foi a grande novidade nos últimos anos ao permitir que residências funcionassem como hospedagem, talvez tenha que se repensar.”

Há também exemplos de sucesso neste momento de pandemia. Os hotéis Ibis, diz Godinho, foram rápidos e transformaram quartos em estrutura para trabalho locando entre 8 e 20 horas.

“Transformação digital para muitos até hoje é um clichê e a pandemia mostra que não dá mais para seguir assim.” Durante a pandemia, a EY foi ouvir 50 executivos sobre o retorno aos escritórios e o resultado é que a maioria está focada só na transição e não na transformação. “O modo sobrevivência está acionado. Seguem olhando parâmetros e indicadores tradicionais, como fluxo de caixa, governança e compliance, mas é pouco diante do novo ambiente. Agendas de longo prazo são tímidas ainda.”

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