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Fórmula pode prever riscos de recém-nascido se tornar obeso

Calculadora online leva em conta peso do bebê, IMC dos pais e outras informações da família

Reuters

29 Novembro 2012 | 12h38

Cientistas britânicos desenvolveram uma ferramenta capaz de prever quais as chances de um recém-nascido se tornar uma criança obesa. O estudo que teve como resultado o método de cálculo foi publicado na quarta-feira, 28, o jornal especializado PLOS ONE.

 

A fórmula, disponível em uma calculadora online, estima o risco de a criança se tornar obesa com base em seu peso de nascimento, no índice de massa corporal (IMC) de seus pais, no número de pessoas que viverão com ela durante a infância e em características da mãe, como se é fumante e qual seu status profissional.

 

Os pesquisadores disseram esperar que o método seja usado para identificar os bebês sob alto risco e ajudar as famílias a tomar medidas que evitem que as crianças ganhem peso de forma prejudicial.

 

A obesidade infantil é a mais frequente causa que leva à diabete tipo 2, assim como várias doenças cardiovasculares, e está se tornando um problema comum nos países desenvolvidos. Segundo a Associação Americana do Coração, quase 18% dos meninos e 16% das meninas entre 2 e 19 anos nos Estados Unidos são obesos. Na Grã-Bretanha, 17% dos meninos e 15 das meninas com idades entre 2 e 15 anos também, de acordo com o Serviço Nacional de Saúde.

 

"Uma vez que a criança se torna obesa, é difícil de perder peso, então a prevenção é a melhor estratégia e precisa começar o quanto antes", disse Philippe Froguel, do Imperial College de Londres, que liderou o estudo. "Infelizmente, as campanhas públicas de prevenção têm sido bastante ineficazes entre as crianças de idade escolar. Ensinar os pais sobre os perigos da má nutrição e do sobrepeso seria muito mais efetivo", completou.

 

A equipe de Froguel desenvolveu a fórmula usando dados de um estudo que avaliou 4 mil crianças na Finlândia em 1986. Inicialmente eles estavam pesquisando se era possível calcular o risco com base nos perfis genéticos, mas o teste que desenvolveram não mostrou-se eficar. Em vez disso, descobriram que as informações não genéticas disponíveis a partir do momento do nascimento eram suficientes para fazer as previsões.

 

A fórumla mostrou-se bastante exata não apenas entre as crianças finlandesas, mas também em testes realizados posteriormente na Itália e nos Estados Unidos. "O teste leva pouco tempo, não requer exames laboratoriais e não custa nada", concluiu Froguel.

 

Apesar de concluir que fatores genéticos não são úteis na previsão de riscos de obesidade, os cientistas afirmam que um em dez casos são causados por mutações raras que afetam significativamente a regulação do apetite. Segundo os pesquisadores, os exames para esses tipos de mutações podem se tornar disponíveis nos próximos anos, uma vez que os custos da tecnologia para o sequenciamento do DNA estão caindo.

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