Foz do Iguaçu marca horário para combate intensivo à dengue

Sirenes, sinos e buzinas tocarão às 21h sinalizando o momento de pulverizar inseticida em todas as casas

28 de novembro de 2011 | 19h19

 Entre esta segunda, 28, e sexta-feira, dia 2, os moradores de Foz do Iguaçu, no Paraná, terão horário para um mutirão intensivo contra o mosquito da dengue. Às 21 horas, sirenes do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal, sinos de igrejas, foguetes e buzinas darão o alerta para que todas as cerca de 80 mil residências sejam pulverizadas com os sprays de inseticida distribuídos no fim de semana. O objetivo da ação integrada é não permitir que o mosquito refugie-se na casa vizinha.

"Se todos abaterem uma quantidade considerável nos próximos 90 dias, pode inverter o viés histórico de alta nesse período", acredita o diretor de Vigilância e Saúde do município, Cássio Lobato.

No período de agosto de 2010 a julho de 2011, quando o último boletim foi divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná, Foz do Iguaçu apresentou 2.888 casos de dengue, dos quais 2.814 autóctones. Agora, independentemente do mutirão, os dados já são animadores. Segundo Lobato, em novembro do ano passado houve sete casos e este ano, apenas um. Mas a preocupação é procedente, porque desde 1998, a cidade apresentou os soros tipo 1, 2 e 3.

Este ano, no fim de julho, uma pessoa procedente do Maranhão apresentou a doença do tipo 4 em Foz. "Se algum mosquito entrou em contato está contaminado", disse o coordenador do programa de controle da dengue, Jean Rios.

O tubo de inseticida custa cerca de R$ 5,00 no mercado, mas foi adquirido por R$ 1,00 pela prefeitura e distribuído gratuitamente à população. Segundo Rios, a população foi orientada a borrifar atrás de móveis, forro, ralos ou outros locais possíveis de as fêmeas ficarem em repouso após alimentarem-se de sangue. Juntamente com esse trabalho, a população foi orientada a eliminar qualquer possível local de criadouro, visto que o ovo pode ficar na superfície do depósito por 465 dias. No momento em que houver acúmulo de água, a larva do Aedes aegypti eclode em até 12 dias.

"Ninguém está iludido de que vai acabar com o mosquito, mas queremos diminuir a incidência da doença que pode ser uma epidemia no ano que vem", disse o coordenador do programa. O diretor de Vigilância e Saúde espera que, depois dos cinco dias de mutirão, a população comece a adquirir o spray e não interrompa o trabalho de combate químico.

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