KIKO SIERICH/ESTADAO
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Fronteira com o Paraguai tem ‘centenas’ de acessos, diz secretário do MS

Em vários locais não há separação por rio ou outra limitação física para a travessia

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2020 | 20h24

SOROCABA – O secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, prevê dificuldade para o fechamento da fronteira com o Paraguai e a Bolívia, determinado pelo governo brasileiro, devido ao coronavírus. Só a fronteira deste Estado com o Paraguai tem extensão de 1.290 quilômetros dos quais mais de 500 são de fronteira seca, sem separação por rio ou outra limitação física para a travessia. “O Exército está fiscalizando as principais e mais usuais entradas, mais existem centenas que permitem acesso”, disse.

  Conforme Videira, o decreto do governo não impõe restrições ao tráfego entre cidades-gêmeas, com linha de fronteira exclusivamente terrestre, mas a exceção vale apenas para pessoas residentes nessas cidades. Há seis cidades-gêmeas na fronteira entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai. São elas Bela Vista (gêmea de Bella Vista Norte, no Paraguai), Coronel Sapucaia (Capitan Bado), Mundo Novo (Salto del Guairá), Paranhos (Ypejhú), Ponta Porã (Pedro Juan Caballero) e Porto Murtinho (Capitán Carmelo Peralta). Já Corumbá (MS) é cidade gêmea de Puerto Quijarro, na Bolívia.

Algumas cidades brasileiras e paraguaias são muito próximas e chegam a ser conurbadas, como Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, separadas por uma avenida. Em alguns pontos, é difícil saber se está no Paraguai ou no Brasil, o que dificulta o controle, segundo Videira. Há também muita interação entre essas populações. “Muitos brasileiros trabalham no Paraguai, mas moram no Brasil e precisam ir trabalhar”, disse o secretário. Ele acredita que a fiscalização será principalmente para veículos, como já vem sendo feito no lado paraguaio.

 

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