Fumar na gravidez pode alterar tireóide da mãe e do filho

Cientistas descobriram que fumar está associado a mudanças nos níveis de hormônios das glândulas

Efe,

13 de janeiro de 2009 | 19h59

Fumar durante a gravidez pode causar mudanças prejudiciais na função da glândula tireóide da mãe e do filho, diz uma pesquisa publicada nesta terça-feira, 13, na revista Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.   Uma equipe de cientistas do Royal Devon and Exeter Hospital e do James Cook University Hospital, ambos no Reino Unido, estudaram os efeitos do consumo de cigarros em mulheres que estavam no primeiro e no terceiro trimestre da gravidez.   Assim, descobriram que fumar está associado a mudanças nos níveis de hormônios das glândulas tireóides da mulher grávida e, após medir os níveis hormonais dos cordões umbilicais de bebês nascidos, encontraram que estas mudanças também se estendem ao feto, algo que poderia ter conseqüências biológicas potencialmente nocivas.   Um funcionamento ótimo da tireóide é crucial para que a gravidez seja bem-sucedida e os pesquisadores explicam que uma disfunção desta glândula pode causar maior risco de aborto, nascimentos prematuros, sob peso ao nascer e um desenvolvimento neuropsicológico deficiente do bebê.   A boa notícia é que as mudanças na função da tireóide durante a gravidez são rapidamente reversíveis caso a mulher deixe de fumar, pois os níveis hormonais daquelas grávidas que deixaram de consumir cigarros durante a gestação eram parecidos aos das não fumantes.   Os pesquisadores explicam que ainda é necessário descobrir como fumar afeta a tireóide durante a gestação, mas sugerem que o tabaco pode influir na enzima que transforma a forma ativa dos hormônios das tireóides em inativa.

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