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Funcionário de TV infectado por Ebola na Libéria chega aos EUA

Avião que trouxe Ashoka Mukpo, de 33 anos, da Libéria aos EUA, aterrissou na madrugada desta 2ª e era aguardado por ambulância

EFE

06 Outubro 2014 | 16h15

Um funcionário norte-americano que contraiu o vírus na Libéria enquanto trabalhava para a rede NBC chegou nesta segunda-feira, 6, a Omaha, em Nebraska, onde será tratado pelo mesmo centro médico que acolheu recentemente outro infectado pela doença.

O avião que trouxe Ashoka Mukpo, de 33 anos, da Libéria aos Estados Unidos, aterrissou na madrugada desta segunda e era aguardado por uma ambulância, que levou o paciente até o Centro Médico Nebraska, em Omaha.

Mukpo trabalhava como colaborador para a rede de televisão NBC em Monróvia, cidade da Libéria, e foi diagnosticado com o Ebola na semana passada em um centro de atendimento do Médico Sem Fronteiras, no país.

Rick Sacra, médico que contraiu o vírus também enquanto trabalhava na Libéria e foi repatriado aos Estados Unidos no início de setembro, também foi tratado pelo Centro Médico de Nebraska.

Durante sua estada em Omaha, Sacra recebeu medicamento experimental chamado TKM-Ebola, além de uma transfusão de sangue de Kent Brantly, o primeiro paciente tratado com Ebola nos Estados Unidos e que já se recuperou do vírus.

No último sábado, Sacra deu entrada em um hospital de Boston por infecção respiratória, situação pela qual se permite descartar, nesse momento, que ele tenha sofrido uma recaída.

Vigilância. As autoridades sanitárias dos Estados Unidos mantém sob vigilância dez pessoas que tiveram contato com o primeiro caso confirmado de Ebola em território americano, um homem natural da Libéria, que está hospitalizado em estado grave em um hospital de Dallas, no Texas.

Diante do alerta gerado pela chegada do vírus aos Estados Unidos, a Casa Branca organizou na última sexta-feira uma entrevista coletiva, considerada de alto nível, para transmitir a mensagem de que o país conta com infraestrutura sanitária necessária para "deter" o avanço da enfermidade.

De qualquer forma, o governo não avalia, no momento, impedir a entrada no país de viajantes procedentes de nações da África Ocidental mais afetadas pelo Ebola. 

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