Fundação Oswaldo Cruz vai desenvolver nova vacina contra a febre amarela

Testes clínicos estão previstos para 2014 no Brasil e nos EUA; Fiocruz investirá US$ 6 milhões

Agência Brasil

26 Janeiro 2011 | 21h51

BRASÍLIA - O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vai desenvolver uma nova vacina contra a febre amarela que provoque menos reações e efeitos colaterais. O projeto usará como base uma planta para a criação do imunizante.

O estudo será feito em parceria com duas instituições de pesquisa dos Estados Unidos: o Centro Fraunhofer para Biotecnologia Molecular e o iBio Inc.

De acordo com a Fiocruz, os pesquisadores vão colocar os genes responsáveis por produzir a principal proteína do vírus causador da febre amarela nas folhas da Nicotiana benthamiana, espécie de tabaco hidropônica (cultivada sem tocar o solo, de forma suspensa e com uma solução nutritiva).

Os primeiros testes clínicos da nova vacina estão previstos para ocorrer em três anos no Brasil e nos Estados Unidos. A Fiocruz vai investir US$ 6 milhões (quase R$ 10 milhões) no projeto.

A vacina atual, produzida pelo Biomanguinhos, usa uma versão atenuada do vírus da doença desenvolvida em ovos de galinha. A febre amarela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito com o vírus. A doença causa febre, calafrios, náuseas, vômito, icterícia (pele e olhos amarelados), hemorragias e dores na cabeça e no corpo.

A vacina é aplicada a partir dos 9 meses de idade, com validade por dez anos. A única forma de evitar a febre amarela é a imunização. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 30 mil pessoas morrem vítimas da doença por ano e 200 mil não são vacinadas.

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