Fundação Zerbini pode receber verba de R$ 50 milhões

A Fundação Zerbini, entidade privada que apóia o Instituto do Coração (Incor) em São Paulo, pode ter pelo menos R$ 50 milhões garantidos no Orçamento da União de 2007. O aval, concedido pelo relator setorial de Saúde da Comissão Mista de Orçamento, deputado Julio Semeghini (PSDB-SP), será comunicado formalmente até amanhã ao relator-geral do Orçamento, senador Valdir Raupp (PMDB-RO). ?O relator-geral pode manter ou aumentar o valor. Nunca reduzir?, explica Semeghini. Raupp deverá aprovar a verba até sexta-feira. Até 22 de dezembro, o Congresso Nacional deverá votar todas as emendas. O valor para o Incor veio de uma emenda proposta pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado que previa a liberação de R$ 200 milhões para o hospital. ?Mesmo assim, é muito raro um hospital receber tanto (R$ 50 milhões) de uma Comissão?, avalia Semeghini. O Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, por exemplo, recebeu R$ 10 milhões. Os R$ 50 milhões só poderão ser usados para custeio, como compras de equipamentos, materiais e pagamento de salários. Não poderá ser aplicado no pagamento de dívidas. O Incor ainda poderá ser beneficiado em 2007 por emendas genéricas. A da bancada paulista da Câmara é uma delas. Os deputados de São Paulo incluíram o Incor no pedido de verba para ser distribuída a 20 hospitais de alta complexidade do Estado. Outra fonte são as emendas individuais, que não precisam passar pelo crivo do relator setorial. Entre elas, as dos deputados Robson Tuma (PFL-SP), de R$ 1,8 milhão, Celso Russomanno (PP-SP), de R$ 500 mil, Zulaiê Cobra (PSDB-SP), de R$ 500 mil, e do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), de R$ 1 milhão. No Orçamento da União de 2006, a fundação recebeu R$ 2,8 milhões em emendas parlamentares - nenhuma de comissão. Dívida A Fundação Zerbini tem uma dívida de R$ 245 milhões. A decadência financeira da fundação começou no fim da década de 90, com a construção do Incor 2, onde hoje funciona a maioria dos atendimentos de alta complexidade do hospital. Até aquele momento, o superávit era de US$ 50 milhões. O segundo rombo foi a construção do Incor Brasília, em 2004, do qual o Incor São Paulo está em processo de desvinculação jurídica.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2006 | 10h10

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