Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Garrafas de uísque são extraídas de caixa congelada há 100 anos na Antártida

É improvável que o uísque chegue a ser bebido, mas mestres produtores examinarão amostras

Associated Press

13 de agosto de 2010 | 14h06

A caixa que continha o scotch Mackinlay's, desenterrada na Antártida. Antarctic Heritage Trust/AP

 

Uma caixa de uísque escocês que ficou presa no gelo da Antártida por um século finalmente foi aberta nesta sexta-feira, mas o lote não será degustado pelos amantes da bebida: será preservado como relíquia histórica.

Inclinar o copo para servir champanhe economiza bolhas, dizem cientistas

 

A caixa, resgatada da cabana antártica do lendário explorador Sir Ernest Shackleton depois de ter sido encontrada em 2006, foi degelada muito lentamente nas últimas semanas, no Museu Canterbury da Nova Zelândia.

 

A caixa foi cuidadosamente aberta para revelar 11 garrafas de scotch Mackinlay's, embrulhadas no papel e na palha que as protegeram dos rigores da expedição Nimrod, liderada por Shackleton em 1907.

 

A caixa estava solidamente congelada ao ser retirada da Antártida no início do ano, mas podia-se ouvir o uísque, ainda líquido, movendo-se no interior. A temperatura ambiente de -30º C não foi suficiente para congelar a bebida, fabricada entre 1896 e 1897.

 

É improvável que o uísque chegue a ser bebido, mas mestres produtores examinarão amostras para determinar se é possível reproduzir a receita, que se perdeu.

 

Uma vez que amostras tenham sido extraídas para envio à destilaria escocesa de Whyte & Mackay, que encampou a destilaria Mackinlay's anos atrás, as 11 garrafas serão devolvidas a seu lar, debaixo das tábuas da cabana de Shackleton na Ilha de Ross, perto da Enseada McMurdo na Antártida.

 

O entusiasta do uísque Michael Milne descreveu o evento como uma grande experiência. "Eu fiquei olhando para isso (a caixa) e, honestamente, meu coração começou a bater umas três vezes mais depressa", disse ele.

 

Milne disse que daria qualquer coisa para provar o uísque, mas se mostrou conformado: "Não vai acontecer, e não vou ficar nervoso com isso", declarou.

Tudo o que sabemos sobre:
uísuqeantártidahistóriagelo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.