Géis antiaids mostram-se promissores em estudos

Um estudo com 3 mil mulheres mostrou que gel taxa de infecção pelo HIV em um terço

Maggie Fox ,

09 Fevereiro 2009 | 17h14

Géis para proteger mulheres da infecção do vírus da aids deram indicações de que podem funcionar, anunciaram pesquisadores nesta segunda-feira, 9.   Veja também:  A epidemia da Aids no mundo   Um estudo com 3 mil mulheres mostrou que um gel desenvolvido pela Indevus Pharmaceuticals, com sede em Massachusetts, reduziu as taxas de transmissão em um terço. Outros dois estudos com macacos sugeriram que a droga Truvada, da Gilead Sciences Inc.'s, pode prevenir a infecção quando tomada em pílula ou usada em forma de gel.   Os estudos apresentados num encontro sobre a aids no Canadá mostram formas possíveis de se conter a pandemia do vírus da imunodeficiência humana, que infecta 33 milhões de pessoas no mundo e já matou 25 milhões.   O médico Salim Abdool Karim, do Centro do Programa de Pesquisa em aids da África do Sul, e seus colegas testaram o gel PRO 2000, da Indevus, em mulheres não portadoras do HIV, mas cujos maridos estavam infectados.   Embora elas estivessem apenas testando a segurança do produto, o PRO 2000 de fato reduziu a taxa de infecção pelo HIV em um terço, disseram eles no encontro.   "Este é o primeiro estudo mostrando que temos um candidato promissor", disse Karim numa entrevista coletiva.   "Não o consideramos como uma conclusão definitiva de que o PRO 2000 seja microbicida, mas certamente o observamos como muito promissor."   O vírus da imunodeficiência humana é especialmente comum em homens que praticam sexo com outros homens, mas na África, o continente mais atingido pela aids, as mulheres têm grande probabilidade de serem infectadas, em geral pelos maridos.   "Como conversar com uma mulher da comunidade rural que é casada e tenta ter filhos sobre como se proteger do HIV?", perguntou Karim. "Não podemos incentivar a abstinência. Não podemos incentivar a fidelidade, porque ela é muito fiel", acrescentou ele.   "Não podemos incentivar o uso de preservativos, porque ela está tentando engravidar."   Os pesquisadores testaram outro microbicida chamado BufferGel, feito pela ReProtect Inc, mas foram incapazes de descobrir qualquer indicação significativa de ajuda. O estudo foi delineado apenas para mostrar que os géis eram seguros, questão importante porque outros estudos mostraram que supostos microbicidas na verdade aumentaram o risco de infecção.   Os pesquisadores continuam investigando se o PRO 2000 ou o Buffer Gel realmente protegem as mulheres.   "Embora sejam necessários mais dados para determinar se o PRO 2000 protege as mulheres da infecção por HIV, os resultados desse estudo são animadores", disse o médico Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional para Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, que ajudou a financiar o estudo, em um comunicado.

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