NIAID / Divulgação
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Gel protege macacos do HIV após sexo, aponta estudo

Dos seis animais que receberam o produto, apenas um foi infectados - contra os seis do grupo controle

12 Março 2014 | 19h14

Uma pesquisa científica publicada nesta quarta-feira, 12, pela revista Science Translational Medicine mostra que um gel vaginal utilizado até três horas após a relação sexual conseguiu proteger macacos da infecção pelo HIV.

De acordo com o estudo, apenas um dos seis macacos que receberam o gel - que contém raltegravir, um medicamento anti-retroviral já aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) - foi contaminado. No grupo controle, todos os seis macacos que receberam um produto sem eficácia (placebo) foram infectados.

Se o gel funcionar em humanos poderá ser útil principalmente para proteger mulheres que sofrem violência doméstica ou são vítimas de estupro. Os cientistas destacam, porém, que nem todos os testes realizados com macacos alcançam bons resultados em humanos. "Se a técnica funcionar, poderia ser usada como prevenção ou plano B, assim como a pílula do dia seguinte", afirmou Sharon L. Hillier, professora de obstetrícia da Universidade de Pittsburgh, que lidera os testes.

Otimismo. Na semana passada, outras pesquisas divulgadas apresentaram bons resultados. Dois estudos independentes mostraram que injeções de drogas também protegeram os macacos contra o HIV. Os estudos mostram que em humanos a proteção poderia chegar a três meses. Já um grupo de cientistas conseguiu curar recém-nascidos infectados com o vírus da doença aplicando drogas logo após o nascimento.

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