Gel vaginal que reduz contágio do vírus HIV anima especialistas

Produto foi testado na África do Sul em 2007 e diminuiu 39% das transmissões em mulheres que o aplicaram

Efe

20 Julho 2010 | 16h20

VIENA - Especialistas que atuam no combate à aids demonstraram empolgação e esperança com o anúncio da elaboração de um gel vaginal microbicida que poderia reduzir o contágio do vírus HIV nas relações sexuais.

"Este é um dia histórico na pesquisa para a prevenção do HIV. Esta é a primeira pesquisa que mostra provas de que um gel microbicida pode ajudar a prevenir o contágio do HIV por via sexual", disse Mitchell Warren, diretor-executivo da Aliança para uma Vacina Contra a Aids, rede de organizações que lutam contra a pandemia.

O gel, que foi testado na África do Sul em 2007 e contém a substância tenofovir - um antirretroviral - reduziu 39% dos contágios, em média, nas mulheres que o aplicaram 12 horas antes e 12 horas depois da relação sexual.

"Pela primeira vez, vimos resultados em um teste de prevenção do HIV iniciado e controlado por mulheres. Caso se confirme, um microbicida pode ser uma poderosa opção para revolucionar a prevenção e ajudar a romper a trajetória da epidemia", afirmou em comunicado o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Michel Sidibé.

Existem no mundo 33,4 milhões de soropositivos. A imensa maioria vive na África Subsaariana, onde há 22,4 milhões pessoas com a doença - 60%, mulheres.

A aids é a principal causa de morte na África, continente com maior número de pacientes. "Todos os novos avanços na prevenção do HIV, particularmente para as mulheres, são animadores. Esperamos ver os resultados confirmados. Assim que se estabeleça que é seguro e eficaz, a OMS tratará de acelerar o acesso ao produto", assegurou em comunicado Margaret Chan, diretora geral da entidade.

Outros ativistas pedem que, caso os resultados positivos venham a ser confirmados, os testes sejam acelerados ao máximo para que o produto possa ser comercializado o mais rápido possível.

"Este é um dia importantíssimo", afirmou Yasmin Halima, diretora da Campanha Global para Microbicidas. "Agora temos provas de que um gel vaginal pode ajudar a prevenir o HIV. É uma excelente notícia para as mulheres e para a ciência", ressaltou Yasmin.

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