Geólogos fazem primeiro mapa 3D de terremoto no México

Imagens permitem estudar como a Terra se moveu após o grande tremor que sacudiu Mexicali em 2010

Efe,

11 de fevereiro de 2012 | 10h50

 Uma equipe de cientistas fez o primeiro mapa em 3D de um grande terremoto, o que permitiu estudar em detalhes como a terra se movimentou após o tremor de 7,2 graus que sacudiu Mexicali, no norte do México, em 2010.

A nova técnica, que usa medidas com laser que tem a precisão de centímetros, poderá ajudar os cientistas a entender melhor as falhas da Terra.

"Podemos aprender muito sobre como funcionam os terremotos estudando rupturas recentes de uma falha", diz Michael Oskin, da Universidade da Califórnia, um dos líderes do trabalho.

A equipe sobrevoou a zona e utilizou um LIDAR (Light Detection and

Ranging) para tirar medidas do território afetado e compará-las com dados de registros anteriores. O aparelho consegue medir características da Terra desde o alto com precisão de centímetros graças ao laser pulsado (que emite luz de forma não contínua), o que permitiu uma análise detalhada de 363 quilômetros quadrados em menos de três dias.

Os cientistas determinaram com exatidão quanto a Terra se deformou em três dimensões. Assim, puderam constatar que, à diferença de outros terremotos que se produzem por uma grande falha, este foi produto da soma de sete pequenas falhas.

Trabalhos anteriores apontaram essa possibilidade, mas até agora ela não havia sido comprovada. Além disso, o estudo revelou a existência de algumas falhas que não haviam sido identificadas anteriormente.

"Este estudo proporciona nova informação sobre como se deformam as rochas nos arredores das zonas com falhas durante os terremotos", diz Eric Fielding, da Nasa, um dos autores. "Isso ajudará a entender os acontecimentos passados e avaliar a probabilidade de futuros terremotos em outros complexos sistemas de falhas", acrescentou.

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