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Gestantes vacinadas com AstraZeneca devem tomar segunda dose após fim do puerpério

Recomendação do Ministério da Saúde vale para cerca de 15 mil mulheres que já receberam a primeira dose deste imunizante. Dose de reforço será aplicada 45 dias após o parto

Jefferson Perleberg, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2021 | 23h09

O Ministério da Saúde recomendou nesta quarta-feira, 19, que gestantes e puérperas que já tomaram a primeira dose da vacina contra a covid-19 do laboratório AstraZeneca devem aguardar o fim do puerpério (período de 45 dias após o parto) para receberem a segunda dose desse imunizante. A orientação, que consta de uma retificação de uma nota técnica, vale para cerca de 15 mil grávidas que receberam esse tipo de vacina. 

A nota esclarece que a vacinação das gestantes e puérperas com comorbidades que não começaram a ser imunizadas deve ser feita com vacinas que não contenham vetor viral, como Coronavac do Butantan ou a vacina da Pfizer. Já para as grávidas sem comorbidades pertencentes a outros grupos, como profissionais da saúde ou de outros serviços essenciais, a imunização fica condicionada à prescrição médica, após avaliação de benefício.

“Frente a ocorrência de um evento adverso grave pós-vacinação em uma gestante vacinada com a vacina AstraZeneca/Oxford/Fiocruz com possível associação causal com a vacina e em atendimento a uma solicitação da Anvisa, o Programa Nacional de Imunizações orienta a interrupção do uso da vacina COVID-19 AstraZeneca/Oxford/Fiocruz em gestantes e puérperas”, como consta no documento. A decisão do Ministério ocorreu em 11 de maio

A nota desta quarta-feira é assinada pela Coordenadora Geral do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fantinato, e pelo Diretor Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Laurício Cruz. 

O documento também esclarece que os riscos para outros grupos não comprometem os benefícios da vacina. “Ressalta-se no entanto que o perfil de benefício/risco desta vacina é ainda altamente favorável, e deverá continuar a ser utilizada pelos demais grupos”, diz o documento.

Desde 11 de maio, a aplicação da vacina neste grupo está suspensa em pelo menos 17 estados, após a morte de uma grávida no Rio de Janeiro depois de ter recebido a vacina da Oxford/AstraZeneca. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nota técnica recomendando a suspensão do imunizante para grávidas com comorbidades, como vinha ocorrendo em alguns Estados. A última orientação da agência é para que seja seguida a bula atual do medicamento da AstraZeneca, na qual não consta o uso em gestantes. 

O Ministério da Saúde ainda orienta que as gestantes e puérperas que já se imunizaram com a vacina da AstraZeneca fiquem atentas aos sintomas no período posterior à vacinação, entre 4 a 28 dias. Caso sinta algum tipo de reação como falta de ar, dor no peito, inchaço na perna, dor abdominal, dor de cabeça persistente, dificuldade na fala, sonolência, pequenas manchas avermelhadas na pele, devem procurar imediatamente atendimento médico.

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