Nasa/Reuters
Nasa/Reuters

Governador do Texas critica Obama sobre fim da era dos ônibus espaciais

Rick Perry também lamentou o fim de milhares postos de trabalho com o encerramento do programa

Efe

22 Julho 2011 | 10h33

Washington - O governador do Texas, o republicano Rick Perry, lamentou nesta quinta-feira o fim da era dos ônibus espaciais e criticou que a falta de liderança do presidente americano, o democrata Barack Obama, não deixa outras alternativas para os astronautas.

Perry, cujo estado é sede do Centro Espacial Johnson, em Houston, de onde foram dirigidas as operações das naves e onde se encontra o centro de recrutamento, mostrou seu descontentamento pela falta de "planos para futuras missões".

"Infelizmente, com a aterrissagem final do Atlantis e sem sinal de planos para futuras missões (...) esta Administração deixou os astronautas americanos sem outra alternativa que viajar 'a dedo' no espaço", ironizou.

O Atlantis voltou nesta quarta-feira à Terra após uma missão de 13 dias, a STS-135, que encerrou então a era das naves. A Nasa passou 30 anos enviando carga ao espaço e voos tripulados que contribuíram para a construção da Estação Espacial Internacional (ISS).

Com sua retirada, a agência espacial americana deixará os projetos nas mãos da iniciativa privada para que desenvolva as naves que permitam continuar as operações americanas e, enquanto isso, serão as russas Soyuz que realizarão os voos tripulados à ISS, voos que os Estados Unidos pagarão entre US$ 40 e US$ 50 milhões por posto.

"A Administração Obama continua dirigindo as agências e programas federais por um mau caminho, desta vez forçando a Nasa a se distanciar de seu objetivo original da prospecção espacial", lamentou o governador, que lembrou que o fim do programa de naves acabará com 4 mil postos de trabalho no Texas.

Mais conteúdo sobre:
Atlantis Nasa ônibus espacial

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.