Peterson Paul /Secom/SC
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Governadores do Sul querem se unir para compra de insumos e vacinas; SC cobra oxigênio do ministério

Região é epicentro da nova onda da pandemia no Brasil; Rio Grande do Sul e Paraná bateram recordes esta semana

Fábio Bispo, especial para o Estadão

17 de março de 2021 | 22h43

FLORIANÓPOLIS - O governador catarinense, Carlos Moisés (PSL), recebeu na tarde desta quarta-feira, 17, os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e decidiram aumentar a integração entre os sistemas de regulação e a coordenação da compra de insumos nos três Estados por causa do momento crítico da pandemia.

O encontro ocorreu em Florianópolis, na residência oficial do governador Carlos Moisés. Durante a reunião, os governadores conversaram com o general Eduardo Pazuello, que está deixando o comando do Ministério da Saúde, e com o novo ministro da pasta, o cardiologista Marcelo Queiroga.

Moisés disse que cobrou de Brasília aumento da oferta de oxigênio e insumos. “Estamos de plantão sobre a questão do oxigênio e levamos esse assunto ao ministro”, afirmou o governador Moisés, que afirmou necessidade por cilindros para armazenar o gás. “Temos escassez de cilindro no mercado e nas unidades hospitalares”. O governador afirmou também ter reforçado pedido por ‘kit entubação’.

O governador Carlos Moisés destacou que os três Estados também intensificarão os contatos com os laboratórios responsáveis pela fabricação de vacinas. Os Governos dos três Estados possuem recursos separados para a aquisição de vacinas, porém defendem a submissão ao Plano Nacional de Imunização.

No encontro presencial, em Florianópolis, o trio chegou ao consenso de que a região é o novo epicentro da pandemia um dia após PR e RS baterem recordes de mortes registradas em 24h. “Nós somos o epicentro da crise”, afirmou Carlos Moisés.

“Queremos criar um planejamento estratégico entre os três estados. Primeiro, pegando a experiência de cada um e vendo o que está dando certo. Estamos com uma nova doença. O que vivemos de 10 de fevereiro para trás é muito diferente do que estamos passando agora”, contou Ratinho Júnior.

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