Governo amplia vacina, mas nega risco de febre amarela urbana

Todos os casos registrados são de pessoas que contraíram a doença ao entrar em matas, diz secretário

08 de janeiro de 2008 | 14h29

O Ministério da Saúde anunciou uma intensificação na vacinação contra febre amarela em Goiás e no Distrito Federal, mas o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna afirmou que o risco de a doença reaparecer em áreas urbanas está descartado.    Um milhão se vacinam contra febre amarela em GO   Segundo Penna, desde 1942 não há registro de febre amarela urbana no Brasil. Todos os casos registrados atualmente são de pessoas que contraíram a doença ao entrar nas matas.   O alerta para a doença foi dados após a morte de macacos no Distrito Federal, aparentemente da doença. O laudo final sobre a causa da morte dos primatas é aguardado para dentro de nove dias. Mais recentemente um macaco também morreu, com suspeita de febre amarela, em Minas Gerais.   De acordo com Penna, o Ministério da Saúde está intensificando a vacinação em regiões endêmicas, pois no verão há uma maior circulação de mosquitos, somada ao fato de mortes de macacos próximos a áreas urbanas.   O Ministério da Saúde deslocou 300 mil doses de vacina de seu estoque estratégico para o Centro-Oeste. "Precisa vacinar quem vai por turismo ou a trabalho para áreas endêmicas, principalmente aqueles que vão entrar nas matas", afirmou ele.   No Brasil, a vacina é gratuita e sua proteção dura por 10 anos.   Brasília registrou três suspeitas de febre amarela depois do alerta dado na última semana de 2007, quando macacos morreram na cidade. O caso onde há mais convicção de contaminação é o do paciente Graco Carvalho Abubakir, de 38 anos. Ele ingressou no hospital sexta-feira, apresentando dores no corpo e de cabeça, diarréia e náuseas - sintomas da infecção. Morador do Lago Norte, Abubakir não é vacinado contra a doença.   Entre os dias 29 de dezembro e 1º de janeiro, ele fez passeios em cachoeiras de Pirenópolis, cidade a 150 quilômetros de Brasília. Nos dois casos restantes, a hipótese de infecção é mais remota.   Um desses dois pacientes morreu após ser internado, mas a suspeita de febre amarela como causa é menor. São consideradas áreas de risco para a febre amarela no Brasil as regiões Norte e Centro-Oeste, além dos Estados de Maranhão e Minas Gerais. Nessas partes do Brasil, o vírus da doença mantém-se circulando.   São consideradas áreas de transição para a doença as regiões oeste dos Estados de Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Também há risco potencial no sul da Bahia e do Espírito Santo.

Tudo o que sabemos sobre:
febre amarela

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.