Governo apresentará proposta para que peritos médicos do INSS suspendam greve

Nesta terça, presidente da Federação Nacional dos Médicos se reúne com ministro da Previdência

Agência Brasil

16 de agosto de 2010 | 17h47

BRASÍLIA - Nesta terça-feira, 17, o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, terá uma audiência com o ministro da Previdência, Carlos Gabas, para falar sobre uma proposta à categoria que pode encerrar a greve de peritos médicos iniciada em 22 de junho.

 

"Ele nos ligou, pedindo que fizéssemos a intermediação junto aos peritos médicos, uma vez que ele não reconhece como legítima a intermediação da Associação Nacional de Médicos Peritos da Previdência (ANMP)", disse Carvalhaes.

 

"Nosso papel será o de tentar melhorar o máximo possível a proposta que será apresentada", garante o médico.

 

O andamento de 300 mil novos pedidos de auxílio-doença está sendo prejudicado pela paralisação, que atinge parcialmente a categoria dos peritos médicos da Previdência Social.

 

A pauta de reivindicações da categoria pede, entre outros pontos, a redução da carga horária dos peritos, para seis horas diárias, a adequação das agências de atendimento (com adaptação dos consultórios para a atividade e o respeito ao mínimo de 20 minutos por perícia) e, principalmente, condições para que o trabalho seja exercido com segurança.

 

Segundo Carvalhaes, a questão da segurança preocupa muito a categoria, porque foram registrados vários casos de agressão e até mesmo de assassinatos contra peritos médicos.

 

"Muitas vezes, indivíduos próximos da aposentadoria e afastados por alguma incapacidade temporária querem voltar à função para receber um benefício melhor do que é o pago nos casos de invalidez. E, como nem sempre obtêm o que querem, acabam partindo para a violência", explicou.

 

Carvalhaes sugeriu que o resultado das perícias contendo as conclusões dos peritos seja apresentado posteriormente, via eletrônica ou no balcão, para que o funcionário ajude a evitar o contato direto entre o beneficiário e o médico.

 

"Isso evitará que a insatisfação de alguns resulte em violência", justificou. "Enfim, o que queremos são condições técnicas que permitam o trabalho dos peritos médicos", afirma Carvalhaes.

 

O Superior Tribunal de Justiça já julgou preliminarmente a greve da categoria e a considerou legal. Mas determinou que pelo menos 50% dos cerca da 5 mil peritos médicos estejam ocupando seus postos. Isso, segundo Carvalhaes, já vem sendo cumprido.

 

A Agência Brasil tentou contatar o presidente da ANMP, mas a assessoria informou que ele só poderá conceder entrevistas a partir desta terça-feira.

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