Governo brasileiro cria gabinete para acompanhar gripe suína

México e EUA vivem surto da doença; Ministério da Saúde diz que não há evidências em humanos no Brasil

Fabíola Salvador, O Estado de S. Paulo

25 Abril 2009 | 19h25

O Ministério da Saúde informou neste sábado, 25, por meio de nota distribuída por sua assessoria de imprensa, que não há evidências de circulação da influenza suína em humanos no Brasil. A nova cepa da gripe - uma mistura de vírus das gripes suína, humana e aviária - matou pelo menos 68 pessoas no México. Oito pessoas foram infectadas nos Estados Unidos. "Reforça-se que não há recomendação para a população do Brasil usar máscaras cirúrgicas, a exemplo do que vem ocorrendo no México", informou o governo.

 

O documento informa ainda que o consumo de produtos de origem suína não representa risco à saúde das pessoas. "Com relação à sanidade animal, no Brasil, não há suspeita ou registro de gripe suína causada pelo mesmo agente identificado no México e nos Estados Unidos", ressaltou o governo. Na nota, o ministério informa que o Brasil intensificou o monitoramento nos aeroportos para evitar a entrada de pessoas infectadas pelo vírus da gripe suína, nos voos procedentes do México e dos Estados Unidos.

 

O governo lembra ainda que foi acionado o Gabinete Permanente de Emergência - formado por representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, grupo que ser reunirá diariamente em Brasília para acompanhar a evolução epidemiológica da situação e indicar as medidas adequadas ao país.

 

As tripulações das aeronaves vindas dos EUA e do México serão orientadas a informar os passageiros, ainda durante o voo, sobre os sintomas que definem casos suspeitos, como febre acima de 39 graus, acompanhadas de tosse e/ou dores de cabeça, nos músculos e nas articulações. Aqueles que apresentarem esses sintomas serão orientados a procurar o posto da Anvisa no aeroporto de desembarque no Brasil e, se necessário, encaminhados para unidades de referência de atendimento na rede pública de saúde.

 

Um material educativo com informações sobre os sintomas, medidas de proteção e higiene será distribuído aos passageiros desses voos, bem como as orientações para que procurem assistência médica. A nota recomenda que os profissionais de saúde das redes pública e privada fiquem atentos para a notificação de possíveis casos suspeitos, e que os viajantes com destino aos dois países afetados pela doença fiquem atentos às recomendações dos governos das áreas afetadas.

 

De acordo com o ministério, as coordenações estaduais de vigilância em saúde foram orientadas para comunicar imediatamente a ocorrência de casos suspeitos ao Ministério da Saúde, por meio das 19 unidades que integram a rede do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs).

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