Paulo Pinto / AE
Paulo Pinto / AE

Governo britânico quer proibir venda de bebidas energéticas a crianças e adolescentes

Vários distribuidores já proíbem o comércio a menores de 16 anos, mas Londres prevê que todos os varejistas adotem a medida visando combater a obesidade infantil e os problemas de saúde associados a seu consumo

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 07h47

LONDRES - O governo britânico quer proibir a venda de bebidas energéticas a crianças e adolescentes no Reino Unido e anunciou nesta quinta-feira, 30, uma consulta pública sobre o tema.

Londres propõe a proibição da venda para menores de idade das bebidas com mais de 150 mg de cafeína por litro, casos de várias marcas famosas.

Diversos distribuidores já proíbem a venda para menores de 16 anos, mas o governo prevê que todos os varejistas adotem a medida visando combater a obesidade infantil e os problemas de saúde associados a seu consumo.

A consulta pública terá como objetivo determinar se a proibição deve ser aplicada a menores de 16 anos ou de 18 anos.

Relembre: pediatra fala sobre o combate à obesidade infantil

Mais de dois terços das crianças e adolescentes de 10 a 17 anos e 25% dos menores entre 6 e 9 anos consomem bebidas energéticas. Uma lata de 250 ml de bebida energética pode conter 80 mg de cafeína, o equivalente a três latas de refrigerante. Além disso, uma lata desta bebida tem, em média, 60% a mais de calorias e 65% a mais de açúcar que uma bebida normal, de acordo com dados citados pelo governo.

“Milhares de jovens consomem regularmente bebidas energéticas, às vezes porque são mais baratas que os refrigerantes", afirmou a primeira-ministra britânica, Theresa May, em um comunicado que anuncia a consulta.

"Temos a responsabilidade de proteger as crianças dos produtos que afetam a sua saúde e educação", completou na mesma nota o secretário de Estado para a Saúde Pública, Steve Brine. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.