EFE/EPA/SU YANG
EFE/EPA/SU YANG

Governo chinês confirma primeira morte pelo coronavírus em Pequim

No total, o número de mortos chegou a 80 entre 2.744 infectados. Hong Kong proibiu acesso ao seu território de cidadãos de Wuhan e de toda a província de Hubei

Agências internacionais, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2020 | 18h18

PEQUIM - As autoridades de saúde da China confirmaram nesta segunda-feira, 27, a primeira vítima fatal do coronavírus na capital Pequim. O homem de 50 anos havia visitado Wuhan, epicentro do surto, na primeira metade do mês de janeiro e voltou com febre, segundo a comissão de saúde. No total, o número de mortos chegou a 80 entre 2.744 infectados. 

A província de Hubei, cuja capital é Wuhan, é a mais afetada pelo vírus e contabiliza até o momento 1.423 casos, seguida pela província de Cantón, no sul do país, com 146 contagiados.

Numa tentativa de ganhar tempo para conter a epidemia, o governo chinês adiou o fim do feriado de ano-novo que acabaria na próxima quinta-feira, passando a vigorar agora até a segunda-feira, 3. “A medida foi tomada para se reduzir de maneira efetiva as concentrações de gente, bloqueando a propagação da epidemia e salvaguardando a segurança e saúde dos chineses”, disse o Conselho de Estado do governo, em um comunicado divulgado pela agência estatal de notícias Xinhua. 

As universidades, colégios e creches de todo o país adiarão o começo do semestre de primavera até novo aviso”, indicou o governo. 

O governo da região administrativa especial de Hong Kong, que registrou até o momento oito casos, proibiu nesta segunda o acesso ao seu território de cidadãos de Wuhan e de toda a província de Hubei. 

Segundo o comunicado circular do governo local, também não poderão acessar a região pessoas que tenham estado nas últimas duas semanas em Hubei. As autoridades destacaram que as medidas buscam reduzir o risco de expansão da infecção. /EFE

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