Governo confirma 1.365 casos de H1N1 no País; mortes chegam a 230

Ritmo de aumento de registros no País começa a cair, mas doença se espalha para outros Estados

Lígia Formenti e Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

25 Abril 2016 | 15h49

BRASÍLIA - O número de mortes por gripe H1N1 registradas neste ano no País já ultrapassa o volume de óbitos notificados nos últimos dois anos, revela boletim divulgado nesta segunda-feira, 25, pelo Ministério da Saúde. Segundo o órgão federal, 230 pessoas morreram por complicações da doença de 1.º de janeiro a 16 de abril. Juntos, os anos de 2014 e 2015 registraram 199 óbitos.

O boletim também indica crescimento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), forma severa da doença, que requer internação. Foram 1.365 registros da doença, mais do que o dobro do notificado nos dois anos anteriores, quando 606 pessoas foram infectadas.

O Estado de São Paulo concentra a maior parte dos casos e mortes pela doença, com 883 registros de SRAG e 119 óbitos.

A doença, no entanto, começa a se espalhar por outros Estados. Em Santa Catarina, o segundo em número de registros, o número de casos passou de 86 para 102 em uma semana. Goiás, por sua vez, passou de 29 para 62 no mesmo período. Ao todo, 20 Estados confirmaram casos da doença.

Capital. Cresceu também o número de vítimas da doença na capital paulista, que já acumula 40 mortes, segundo balanço da Secretaria Municipal da Saúde. O boletim, com dados até o dia 12 deste mês, aponta que já são 385 casos de SRAG. A zona norte é a região com o maior porcentual de mortes (25,7%), seguida por sudeste (24,4%), sul (19%), oeste (16,6%), leste (6,8%) e centro (6%).

A secretaria informou também que, em duas semanas e meia de vacinação – até a quarta-feira passada –, 63,9% do público-alvo já foi vacinado, o equivalente a 1,7 milhão de pessoas.

Marcada para começar originalmente no dia 30 de abril em todo o País, a campanha de imunização foi antecipada na capital e Grande São Paulo. No dia 4, começaram a ser vacinados profissionais de saúde; no dia 11, entraram na campanha idosos, gestantes e crianças; e no dia 18, passaram a ter direito à vacina doentes crônicos e puérperas. 

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