Governo de São Paulo planeja 'Mais Médicos PHD'

Programa deve estimular profissionais a trabalharem em áreas de periferia e se qualificarem

Luciano Bottini Filho , O Estado de S. Paulo

01 Novembro 2013 | 20h31

SÃO PAULO - O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Davi Uip, apresentou nesta sexta-feira, 1, o modelo de incentivo à formação para médicos elaborado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), cumulativo com o bônus de 30% a quem trabalhar na periferia. A medida é uma resposta ao programa do governo federal para enviar médicos a regiões afastadas, mas também prevê estímulos aos profissionais mais qualificados, uma espécie de "Mais Médicos PHD".

Além do bônus 30%, pela proposta que Alckmin pretende levar para a Assembleia Legislativa, o médico ganhará mais 5% se tiver mestrado, 10% com doutorado e 15% para pós-doutorado. Assim, um profisisonal que for trabalhar na periferia e tiver pós-doutorado poderá ter um adicional de 45%, explica o secretário.

A intenção do governo, segundo o secretário, é ampliar o plano de carreiras também a outros profissionais de saúde, como enfermeiros. "Nós queremos a melhor qualidade e vamos incentivar muito a formação", disse ele, em coletiva durante um evento para celebrar 1 ano de atividade de uma unidade avançada de insuficiência cardíaca, do Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo.

A medida de Alckmin é uma iniciativa paralela ao programa Mais Médicos do governo federal, principal bandeira do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo paulista em 2014, quando o tucano tentará a reeleição.

O governo do Estado também quer implantar uma diferenciação imediata de nível de carreira por tempo de trabalho entre os médicos. Eles teriam três níveis, por antiguidade no serviço público: de até 10 anos, entre 10 e 20 anos e mais de 20 anos.

O novo plano de carreiras e salários dos médicos do Estado, aprovado em janeiro, já prevê essa diferenciação, mas os servidores foram enquadrados todos no nível I, o que gerou reclamações entre os contratados. Com a proposta de Alckmin, eles teriam incorpararão o tempo de carreira imediatamente.

Uip preferiu não comentar a questão sobre o programa Mais Médios, em que 48 dos 601 estrangeiros que vieram ao Brasil pelo projeto não conseguiram passar no Revalida, teste para validação de diplomas expedidos no exterior.

"Eu não entro nesse mérito. A forma do Estado de São Paulo pensar é aquela eu anunciei: nós estamos em busca da excelência. No nosso projeto o indivíduo entra por meio de concurso. Toda vez que nós possamos viabilizar a sua qualificação, nós vamos incentivar e remunerar por isso", disse o secretário.

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