Divulgação/Governo de São Paulo
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Governo de SP anuncia para maio início da vacinação de pessoas com doenças crônicas

Pacientes transplantados, em diálise e com síndrome de Down serão imunizados a partir de 10 de maio; data para campanha para idosos de 64 anos será antecipada

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2021 | 12h53

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta terça-feira, 20, o início da vacinação contra a covid-19 para pacientes com doenças ou condições crônicas e a antecipação da imunização dos idosos de 64 anos.

O governo paulista definiu que a imunização do grupo com comorbidades começará com pessoas maiores de 18 anos com síndrome de down, transplantados e pacientes em terapia renal (diálise). Eles poderão tomar a vacina a partir de 10 de maio. A expectativa é de imunizar 120 mil pessoas com essas três condições.

Em 11 de maio, começará a vacinação dos trabalhadores de transporte dos sistemas metroviário e ferroviário. Em 18 de maio, será a vez dos motoristas e cobradores de ônibus municipais e intermunicipais. A categoria reúne cerca de 170 mil pessoas.

A gestão Doria anunciou ainda que a imunização de pessoas com 64 anos será antecipada para o dia 23 de abril. Já os idosos com 63 anos poderão tomar a vacina a partir de 29 de abril. Pessoas de 60 a 62 anos serão contempladas na campanha a partir de 6 de maio. Como já anunciado anteriormente, os idosos com 65 e 66 anos começarão a ser imunizados nesta quarta, 21. Doria, que tem 63 anos, diz que irá se vacinar quando chegar a vez da sua faixa etária.

O cumprimento do cronograma, afirmou o governo paulista, depende da entrega dos lotes previstos da vacina de Oxford/AstraZeneca, produzido no Brasil pela Fiocruz.

A definição das primeiras comorbidades a serem contempladas no plano de vacinação está relacionada ao maior risco de agravamento da covid-19 nesses grupos.

De acordo com o médico José Medina, membro do Centro de Contingência contra a Covid-19, assim como a priorização por faixa etária teve que começar pelos idosos mais velhos por eles terem mais risco de internação e morte, o mesmo ocorrerá com os doentes crônicos, já que não há vacina suficiente para todos.

"Está se utilizando as comorbidades que têm maior taxa de letalidade e maior chance de saturar o sistema de saúde. Pacientes que estão em diálise e são contaminadas (pelo coronavírus) têm letalide de 25%, que é a mesma dos transplantados e imunossuprimidos. Essas duas categorias são bem definidas, diferente do paciente hipertenso, que tem uma variação muito grande entre graus de hipertensão e comprometimento sistêmico, que é difícil você definir qual desses pacientes têm que ser priorizado", explicou Medina.

O governo paulista não informou as datas previstas de vacinação para pacientes com outras doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, entre outras.

O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, reforçou que grávidas ou puérperas que fazem parte dos grupos prioritários, como profissionais da saúde e da segurança pública, podem tomar a vacina, contanto que apresentem carta do seu médico autorizando a aplicação. 

Após recorde, número de mortes começa a cair, diz governo

Após bater sucessivos recordes, o número de novas mortes por covid-19 começaram a cai no Estado de São Paulo. De acordo com João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência, embora o dado da última semana epidemiológica encerrada no sábado ainda não demonstre essa redução, os óbitos começaram a diminuir a partir de 15 de abril. 

"Se compararmos a média móvel dos últimos sete dias com a última semana epidemiológica, temos uma redução significativa do número de mortes, provavelmente vamos chegar perto de 10% de redução nos próximos dias, mas vamos aguardar ainda a complementação dos dados desta semana", declarou.

Os dados fechados da semana epidemiológica 15, que foi do dia 11/04 a 17/04, indicam cenário de estabilidade, com crescimento de 0,6% no número de mortes em comparação com a semana anterior. No mesmo período, o número de novos casos caiu 9,3% e o de internações teve redução de 8,7%.

A taxa de ocupação de leitos de UTI no Estado também vem registrando redução. Segundo o Secretário Estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, o índice, que chegou aos 92,6% no dia 1º de abril, está hoje em 82,9%. Na Grande São Paulo, a ocupação está em 80,8%.

"Nas Unidades de Terapia Intensiva, temos hoje 11.112 pacientes, lembrando que no dia 1º/4, que foi o pico maior, tínhamos 13.120, então temos um total de 2 mil pacientes a menos internados nas nossas UTIs", declarou.

O secretário ressaltou que, além das medidas sanitárias, a vacinação já está tendo efeito sobre a redução das hospitalizações de idosos. Ele disse que o número de internações de pessoas com 90 anos ou mais caiu 46%. Entre os idosos de 85 a 89 anos, a queda foi de 36%. No grupo com 80 a 84 anos, a diminuição foi de 22%.

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