Divulgação / Governo do Estado de SP
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Governo de SP antecipa vacinação contra covid em idosos de 69 a 71 anos para o próximo dia 27

Operação 'Descida' também foi suspensa, restringindo o acesso rodoviário ao litoral paulista

João Ker, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2021 | 12h27

O governo de São Paulo antecipou a vacinação de idosos entre 69 e 71 anos para o próximo dia 27. A medida foi anunciada durante coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira, 19, para detalhar o combate ao coronavírus no Estado, que está desde o início da semana na "fase emergencial", a mais restritiva do Plano SP.

O governo também suspendeu a Operação Descida no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) em todos os dias da semana, para veículos com destino à Baixada Santista e às cidades litorâneas. O objetivo é desestimular o fluxo para o litoral paulista até o próximo dia 30. “Quarentena não é férias”, frisou o vice-governador Rodrigo Garcia

Presente na coletiva, o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), pediu para que as pessoas de outras regiões não se desloquem à cidade e ainda anunciou o fechamento do calçadão e da praia. "Esse pedido de suspensão é um apelo, porque há 14 dias a Baixada Santista apresentava o melhor indicador de ocupação do Estado, com apenas 44%. Hoje, estamos com 80% e os hospitais particulares estão pedindo vagas para o SUS", afirmou.

Santos também criticou a antecipação dos feriados na capital, afirmando que a medida "impacta diretamente" a região, já que as cidades litorâneas teriam a característica de uma "segunda residência" para os paulistanos. João Octaviano, secretário estadual de Logística e Transportes, ainda explicou que o decreto de suspensão da Operação Descida será estendido para até o final do recesso de Páscoa, já que ele foi redigido antes da antecipação de feriados na cidade de São Paulo. 

Fora do evento de hoje, o governador João Doria (PSDB) já descartou na última quarta-feira, 17, a ampliação de medidas restritivas no Estado, alegando que o Centro de Contingência da Covid ainda precisa avaliar o impacto efetivo da "fase emergencial" nas mortes e internações pela doença. Nesta manhã, ele também classificou como "precipitada" a decisão do prefeito Bruno Covas (PSDB) de adiantar cinco feriados municipais, com o objetivo de diminuir a ciruclação na capital paulista.

Mais cedo, Doria também publicou críticas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Saúde, alegando que os órgãos estariam dificultando os testes de um soro desenvolvido pelo Instituto Butantã para o tratamento do coronavírus. "Falta senso de urgência. Por que ignorar o que pode ser produzido no Brasil?", escreveu.

Dimas Covas, diretor do Butantan, disse durante a coletiva que tem uma reunião marcada com representantes da Anvisa para a tarde desta sexta e que "aguarda de forma ansiosa" a liberação da agência para o início dos estudos clínicos sobre o soro. Ele ainda afirmou que todos os documentos exigidos foram entregues há 10 dias. 

A ocupação em leitos de UTI chegou nesta sexta a 91% na Grande São Paulo e a 90,6% em todo o Estado, enquanto houve aumento de 13% nas médias diárias de novos casos, de 14,1% nas internações e de 29,7% de óbitos, quando comparadas com a semana epidemiológica anterior.

Apesar de terem dito na última quarta que um lockdown seria inviável no Estado devido ao número de habitantes e ao risco de desabastecimento, representantes do Centro de Contingência da Covid afirmaram hoje que as medidas de restrição impostas pela "fase emergencial" seriam similares às de países europeus que aderiram ao lockdown. João Gabbardo explicou ainda que a equipe vai analisar o impacto dessas decisões no próximo sábado, quando se encerra a semana epidemiológica atual. 

De acordo com os dados apresentados na coletiva, apenas no sistema público de transporte houve uma redução de 1,4 milhão de pessoas em circulação. "Temos clareza de que medidas restritivas novas podem ser adotadas, mas esclarecemos que já temos medidas equivalentes ao lockdown. Dependemos muito da quarentena comportamental", afirmou o vice-governador, pedindo novamente que a população fique em casa.

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