Tiago Queiroz/Estadão - 13/01/2022
Tiago Queiroz/Estadão - 13/01/2022

Governo de SP avalia 4ª dose da vacina contra a covid-19 para toda a população do Estado

Foco atual é em crianças e na injeção de reforço, mas coordenadora de imunização já analisa cenários futuros. Aplicação da 4ª dose está permitida nacionalmente desde dezembro para imunossuprimidos

Luiz Henrique Gomes, especial para o Estadão

05 de fevereiro de 2022 | 19h16

O governo de São Paulo avalia aplicar a quarta dose da vacina contra a covid-19 em toda a população do Estado, segundo disse neste sábado, 5, a coordenadora do programa paulista de imunização, Regiane de Paula, durante as ações do “Dia C” da imunização em crianças. “Estamos avaliando a quarta dose para a população, mas antes precisamos terminar a terceira dose de todos os elegíveis”, afirmou ela, sem detalhar como têm sido feita esta avaliação. 

A quarta dose já está permitida nacionalmente desde o dia 21 de dezembro do ano passado para pessoas imunossuprimidas, como transplantados e pacientes oncológicos. Entretanto, segundo Regiane, o governo de São Paulo “pode ir além do Ministério da Saúde”. “Aguardamos também o Ministério da Saúde, [...] mas nós, muitas vezes, vamos além do Ministério da Saúde. Trabalhamos para que a população receba a vacina em tempo oportuno”, disse a coordenadora durante a coletiva de imprensa concedida na manhã deste sábado.

Além da vacinação em crianças e na aplicação da dose de reforço, Regiane também afirmou que o foco atual do governo é buscar os 2,2 milhões de pessoas no Estado de São Paulo que estão com a segunda dose atrasada. Outras 10 milhões de pessoas estariam elegíveis nestes dois primeiros meses do ano (janeiro e fevereiro) para tomar a terceira dose. “Nesse momento ,estamos realmente focados na segunda dose em quem não completou o esquema vacinal e na terceira dose”, disse.

No mundo, a 4ª dose da vacina para pessoas que não são imunossuprimidas já é aplicada em países como Israel ChileA dose é aplicada em Israel para pessoas acima dos 60 anos e profissionais de saúde, além dos imunossuprimidos. Já no Chile, essa dose é aplicada para pessoas acima de 55 anos. Apesar disso, não há um consenso entre os cientistas sobre a necessidade de uma outra dose de reforço para a população em geral. 

Nos Estados Unidos, por exemplo, o diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alérgicas, Anthony Fauci, afirmou em uma entrevista para um programa de rádio americano no final de dezembro que seria prematuro falar em uma nova dose neste momento. Segundo Fauci, as autoridades americanas devem acompanhar primeiro a durabilidade da terceira dose de uma vacina de mRNA - como é o caso da Pfizer, aplicada no Brasil.

São Paulo é o Estado com o maior índice de vacinação, proporcional e absoluto, da população residente. Até esta sexta-feira, 4, 40,3 milhões de pessoas residentes em São Paulo tomaram ao menos uma dose do imunizante contra a covid-19, o equivalente a 85,76% da população.

Neste sábado, o governo promoveu o chamado “Dia C de Vacinação” para ampliar a imunização infantil contra a covid-19 em todo Estado. Mais de 5 mil postos ficam abertos até às 19h, conforme a programação de cada um dos 645 municípios, para a aplicação da primeira dose na população de 5 a 11 anos. Pessoas com mais de 11 anos com segunda dose ou injeção adicional atrasada também podem buscar pelas unidades de saúde.

Desde 14 de janeiro, quando a imunização de crianças contra covid iniciou em São Paulo, até às 9h18 deste sábado, 1.746.033 doses foram aplicadas nas crianças abaixo dos 11 anos. Isso representa a imunização parcial de 43,61% do público-alvo estimado. A gestão estadual diz querer fazer essa taxa chegar aos 100% nas “próximas semanas”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.