Governo de SP
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Uso de máscara ao ar livre não será mais obrigatório em SP a partir de 11 de dezembro, anuncia Doria

Governo estadual condiciona medida à melhora nos indicadores e ao avanço da vacinação no Estado; acessório de proteção deve continuar a ser utilizado em locais fechados e no transporte público

Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2021 | 12h44
Atualizado 24 de novembro de 2021 | 16h44

SÃO PAULO – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira, 24, que o uso de máscaras ao ar livre deixará de ser obrigatório no Estado a partir do dia 11 de dezembro. As atualizações sobre as medidas de combate à pandemia de covid-19 foram apresentadas em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

"A partir do sábado, dia 11 de dezembro, não será mais obrigatório em todo o Estado de São Paulo o uso de máscaras ao ar livre", disse o governador. "No entanto, o uso de máscaras continuará sendo obrigatório para as áreas internas e para as estações e centrais de transporte público."

O governo Doria condiciona a medida de flexibilização à melhora nos indicadores da pandemia e ao avanço da vacinação no Estado. A meta de 75% da população com esquema vacinal completo, estima a gestão estadual, deve ser atingida nas próximas 24 horas, com perspectiva de chegar a 80% até o final do mês. Atualmente, o indicador está em 74,5%.

A cobertura vacinal foi um dos quatro parâmetros apresentados pelo governo paulista no início do mês para flexibilização do uso de máscaras. Os outros seriam deixar a média móvel de óbitos abaixo 50 (atualmente, está em 60), a média móvel de internações abaixo de 300 (atualmente, está em 318) e a média móvel de casos abaixo de 1,1 mil (atualmente, está em 1.289). Neste último índice, houve piora na comparação com o início do mês, quando o número estava próximo de 800.

Questionado se irá deixar de flexibilizar o uso de máscaras se os indicadores não forem atingidos até 11 de dezembro, o governo de São Paulo disse que o foco neste momento é na vacinação. Segundo o secretário da Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, o avanço da cobertura vacinal repercute nos números de casos, internações e óbitos.

"Os índices que foram colocados pelo comitê científico (que assessora o governo paulista) estão muito próximos de serem atingidos, e seriam atingidos nos próximos dias, o que garantiria o início de dezembro como a data que previamente havia sido aventado como uma possibilidade", apontou Gorinchteyn. "Mas nós precisamos ser muito mais cautelosos, milimétricos."

Como parte da campanha de vacinação, o governo de São Paulo aplica desde a última quinta-feira as doses de reforço da vacina anticovid para maiores de 18 anos. A aplicação segue determinação do Ministério da Saúde e é destinada a quem tomou a segunda dose há pelo menos cinco meses.

Coordenador do comitê científico, Paulo Menezes disse que o grupo técnico avalia que o Estado de São Paulo está caminhando na direção "correta e segura" para flexibilizar o uso de máscaras. "Isso não quer dizer que as pessoas têm que tirar as máscaras. As pessoas vão avaliar o quanto se sentem seguras ou não de estar sem máscaras, dependendo da situação", apontou Menezes.

No final de outubro, o governo do Rio de Janeiro liberou o uso de máscaras de proteção em locais abertos. Mesmo sem a obrigatoriedade do acessório, reportagem do Estadão apontou que algumas pessoas que circulavam no Centro da capital do Estado seguiram utilizando as máscaras.

Segundo o governador João Doria, os municípios de São Paulo podem seguir com "medidas mais firmes" e decidir não liberar o uso de máscaras em ambientes abertos, a depender das circunstâncias e dos indicadores locais. “Prefeituras podem ser mais rigorosas que o governo do Estado, não podem ser menos rigorosas”, afirmou Doria.

Nesta terça-feira, 23, o Estadão revelou que, apesar do avanço da vacinação, ao menos 70 cidades do interior de São Paulo já cancelaram o carnaval de 2022 motivadas pela pandemia. As prefeituras alegam o risco de um aumento nas infecções pelo vírus, por causa do fluxo de pessoas e aglomerações, e ainda o respeito às famílias que perderam entes queridos.

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