Governo de SP
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SP tem queda de internações por covid após dois meses de alta

Taxa de ocupação de leitos no Estado chegou a 70,2% nesta quarta, ante 75% na semana passada; governo paulista atribui melhora no cenário ao avanço da vacinação

Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2022 | 12h44
Atualizado 09 de fevereiro de 2022 | 19h14

SÃO PAULO – Após dois meses de aumento no número de internações por covid-19 em São Paulo, as hospitalizações pela doença estão recuando há oito dias consecutivos no Estado, informou nesta quarta-feira, 9, o governo paulista. Com isso, a taxa de ocupação de leitos chegou a 70,2% nesta quarta, ante 75% na semana passada.

"Temos hoje um total de pacientes internados de 9.797 pessoas", disse o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn. "É o primeiro dia, nesses últimos 11 dias – que dão exatamente no pico dessa terceira onda, no dia 29 de janeiro –, que nós temos menos de 10 mil pacientes internados nas unidades hospitalares, somando-se as unidades de terapia intensiva (UTIs) e as enfermarias."

Segundo o secretário, houve 18% de queda nas internações em enfermarias na comparação com oito dias atrás, uma vez que há 1.560 pacientes a menos internados. Já as UTIs apresentam recuo há seis dias. "São 11% de queda, com 420 pacientes a menos sendo internados", apontou Gorinchteyn, que relembrou que o Estado chegou a ficar com 11.541 pacientes hospitalizados por covid no final de janeiro.

Para o governador João Doria (PSDB), "a evolução da vacinação teve efeito decisivo e direto" no recuo das internações. Ele destacou que o Estado ultrapassou a marca de 80% da população vacinada com duas doses ou dose única, o que teria sido determinante para que as internações por covid estejam recuando há oito dias consecutivos, após dois meses de crescimento em São Paulo.

Dados da Plataforma Seade apontam que a média móvel diária de novas hospitalizações por covid ou suspeita da doença no Estado está em 1.163. No dia 29 de janeiro, pico desta última onda impulsionada pela variante Ômicron, o indicador estava em 1.521. Apesar da queda, os números seguem bastante superiores aos do início de dezembro, quando a média móvel era inferior a 300.

Com o rápido espalhamento da Ômicron pelo Brasil, que fez elevar o número de hospitalizações e mortes, autoridades correm atrás de quem não retornou para completar o esquema vacinal e médicos destacam a importância de avançar a imunização para mais faixas etárias. Entre as crianças de 5 a 11 anos, 52% já receberam a primeira dose no Estado de São Paulo.

Pouco mais cedo, em entrevista à Rádio Eldorado, o governador João Doria (PSDB) indicou que, para além de focar na vacinação de crianças, o Estado prevê ainda adotar a quarta dose da vacina contra covid para toda a população "independentemente de haver ou não recomendação do Ministério da Saúde".

“Nós estamos preparados para iniciar a quarta dose de reforço, mas fazendo um esforço ainda, antes de iniciar a quarta dose, para que as pessoas que não tomaram a segunda dose (vacinem-se)”, disse Doria.

Conforme mostrou o Estadão, São Paulo ainda tem 2,2 milhões de pessoas em atraso com a segunda dose da vacina da covid-19, a maioria (1,2 milhão) na faixa de 12 a 29 anos. “Avançando na segunda dose, nós aí já podemos iniciar em São Paulo a dose de reforço e a quarta dose, seguindo também uma ordem de faixa etária”, acrescentou o governador.

Até esta quarta, 40,74 milhões de pessoas haviam recebido ao menos a primeira dose da vacina contra covid em São Paulo, o equivalente a 90,62% da população do Estado, apontam dados do governo. Enquanto isso, 37,48 milhões receberam segunda dose ou aplicação única, o que corresponde a 80,99% do total. Com terceira dose, são 17,90 milhões, mais de um terço da população.

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