Governo de SP
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Governo deve anunciar nesta sexta-feira novas restrições contra a covid em São Paulo

Diante de alta de casos e internações, gestão Doria deve mirar atividades que têm causado aglomerações, como festas e reuniões em bares. Medidas radicais não estão previstas

Fabiana Cambricoli e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2020 | 05h00

Com a alta de casos de covid-19 e de internações pela doença no Estado, apontadas nos últimos dias, o governo de São Paulo deverá anunciar nesta sexta-feira, 11, novas medidas restritivas para atividades que têm causado aglomerações, como reuniões em bares e em festas.

Segundo integrantes do governo ouvidos pelo Estadão, não deverá haver, por enquanto, medidas mais radicais, como a determinação do fechamento de bares, mas o horário de funcionamento desses estabelecimentos deverá ser reduzido a partir de agora.

Atualmente, todo o Estado está na fase amarela do plano São Paulo, que autoriza o funcionamento de bares e restaurantes até as 22 horas.

O Estadão apurou que especialistas do Centro Estadual de Contingência contra a Covid pressionavam o governo para impedir o funcionamento de bares após as 20 horas - que é justamente o momento em que o movimento começa a ficar maior. Ao que se apurou, a decisão final sobre o novo horário seria tomada na noite desta quinta-feira, 10.

O grupo de técnicos que assessora o governo de São Paulo vem pedindo há dias medidas mais rígidas de quarentena no Estado, mas o governador João Doria estaria resistente a um endurecimento radical da quarentena, preocupado com um eventual desgaste político.

Outro ponto que deve ser anunciado pelo governo paulista é uma ofensiva contra festas e eventos. As ações de fiscalização deverão ser reforçadas.

No dia 30 de novembro, o governador já havia anunciado maior restrição no Estado diante do aumento de casos. As regiões que estavam na fase verde regrediram para a fase amarela. Mesmo assim, o número de pessoas internadas nos hospitais e centros de saúde continua crescendo.

O número de hospitalizados passou de 9.689 no fim do mês passado para os atuais 10.670. A taxa de ocupação dos leitos de UTI, que na época estava em 52,2% no Estado e 59,1% na Grande São Paulo, chegou nesta quinta-feira a 57,5% e 64%, respectivamente.

Rio. A prefeitura do Rio anunciou nesta quinta-feira, 10, o retorno de algumas medidas restritivas para conter o novo avanço do coronavírus na capital fluminense. Após decisão conjunta com o governo do Estado, indústria, comércio e serviços terão de funcionar com escalonamento de horários. Áreas de lazer na zona sul estão suspensas, e veículos não poderão estacionar na orla em fins de semana. Ambulantes legais que atuam na orla receberão cestas básicas enquanto durarem as medidas.

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