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Amazonas exonera diretora do hospital e motorista do governador por 'fura-fila' da vacina

Já o secretário municipal de Manaus que tomou a primeira dose do imunizante contraiu covid-19 e foi transferido para São Paulo

Liege Albuquerque, Especial para o Estadão

25 de janeiro de 2021 | 23h58

MANAUS - Dois funcionários do governo do Amazonas que foram vacinados, mas não pertencem à linha de frente do combate à covid-19 foram exonerados nesta segunda-feira, 25. A medida foi direcionada ao motorista do governador Wilson Lima, Gerberson Oliveira Lima, e à diretora do Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste, Michele Adriane Pimentel Afonso, que não é um hospital de tratamento da covid no Estado. Ambos foram vacinados no primeiro dia da campanha no Estado.

O governador determinou abertura de procedimento administrativo disciplinar e ordenou que o caso seja comunicado, oficialmente, ao Ministério Público Federal (MPF). Em nota, o governo disse que uma apuração identificou que foi a diretora do hospital que incluiu indevidamente o nome de Gerberson na lista de trabalhadores da saúde. Gerberson foi demitido. Michele, funcionária concursada, deve responder a um processo administrativo disciplinar. 

Além deles, furou a fila da vacinação o secretário municipal de Limpeza Urbana de Manaus, Sabá Reis. Ele testou positivo para covid-19 e a família decidiu levá-lo de avião para um hospital em São Paulo. 

A prefeitura informou que o secretário tem 65 anos, diabetes e está estável, sem informar qual hospital foi internado. Pelo menos outros três funcionários da prefeitura furaram a fila da vacinação, além do secretário Reis: a secretária de Saúde, Shádia Hussami Hauache Fraxe, e os assessores da Secretaria Municipal de Saúde, Clendson Rufino Ferreira e Stênio Holanda Alves. 

A prefeitura não se manifestou desde quando foram divulgadas as listas de vacinação a pedido da Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado (TCE), sobre possíveis punições aos fura-fila. Nesta segunda-feira, 25, o TCE enviou ofício à prefeitura pedindo explicação sobre a lista que “contém de nomes repetidos e centenas de CPF´s inexistentes ou errados”.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que está em Manaus desde domingo, participou nesta segunda-feira de uma reunião com o governo do Estado e “pediu” que todas as Unidades Básicas de Saúde da cidade passem a atender pacientes de covid-19. Atualmente, há 12 unidades que prestam atendimento exclusivo à covid na capital.

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