Governo do DF
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Governo do DF testa equipamento que mede temperatura das pessoas no metrô

Passageiros com febre, um dos sintomas do coronavírus, são abordados por profissionais de saúde e submetidos a teste rápido da doença

Vinícius Valfré, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2020 | 14h28

BRASÍLIA -  O governo do Distrito Federal testa um equipamento que verifica automaticamente a temperatura corporal das pessoas na entrada do estação do metrô na rodoviária de Brasília, no centro da capital. Os passageiros com febre, um dos sintomas da doença, são abordados por profissionais de saúde e submetidos a teste rápido de coronavírus.

A tecnologia é chinesa e tem a capacidade de fazer a análise termal de 30 pessoas a cada segundo. Os resultados são apresentados em uma tela, de modo que qualquer transeunte pode verificar a própria situação.

As leituras são feitas por duas câmeras colocadas nos portões de embarque e desembarque do metrô. Essas câmeras também são capazes de identificar passageiros sem máscara de proteção facial. O acessório é de uso obrigatório no Distrito Federal, sob pena de multa de R$ 2 mil. 

A tecnologia foi cedida por uma empresa ao governo distrital, sem custos, para um período de testes. Os equipamentos, instalados na segunda-feira, 1º, deverão permanecer fazendo as medições por até 30 dias. Um outro kit também foi instalado no Palácio do Buriti, sede do governo local.

Chefe da Unidade de Administração da Rodoviária e Área Central de Brasília, José Martins de Oliveira disse que após a fase de experimentos o governo vai avaliar o custo benefício da tecnologia. Cada câmera, com os respectivos acessórios, pode custar pelo menos R$ 60 mil.

"A vantagem é que ela denuncia quem não está com máscara e evita aglomerações, ao permitir a leitura das temperaturas a distância", disse Oliveira. Cerca de 350 mil pessoas passam diariamente pela rodoviária, mesmo com a pandemia. Antes da crise sanitária, o movimento era duas vezes maior.

Presidente da Setec, a empresa que cedeu os equipamentos ao governo local, Agenor Chaves Neto disse que a tecnologia tem sido demandada por empresas, comércios e igrejas. "Não dá para designar uma pessoa para ficar fazendo medições individuais", comentou.

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