Governo do Rio não descarta risco de epidemia de dengue no verão

No último surto, em 2008, foram registrados 249 mil casos e pelo menos 250 óbitos no Estado

Agência Brasil

02 de setembro de 2010 | 18h13

RIO DE JANEIRO - O superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria da Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, admitiu nesta quinta-feira, 2, que o Estado corre o risco de ter uma nova epidemia da doença no próximo verão.

 

Em 2008, foram registrados 249 mil casos de dengue e pelo menos 250 pessoas morreram em todo o Rio de Janeiro em decorrência da doença.

 

Para combater a dengue, Chieppe informou que a secretaria realizará ações em parceria com os municípios. Entre elas, estão a notificação de todos os casos suspeitos em até sete dias, estudos para mapear a incidência nos 92 municípios fluminenses, eventos públicos para conscientizar a população da necessidade de eliminar o mosquito Aedes aegypti e atuação de 3 mil bombeiros como agentes de combate. O uso do fumacê ainda está sendo avaliado.

 

Segundo o superintendente, como o Rio não teve epidemia em 2009 e 2010, o Estado acumulou uma parcela da população suscetível a contrair a doença. "No Brasil, existem três tipos de vírus da doença circulando. À medida que a população vai adquirindo imunidade ao tipo causador da epidemia, ele abrindo espaço para um novo vírus. O tipo 2, último causador de epidemia, em 2008, perdeu força e, para o próximo verão, entra o tipo 1, que não circulava no Estado há muitos anos", explica.

 

Chieppe voltou a fazer recomendações para lutar contra a doença. "É importante combater o foco do mosquito e, se adoecer, procurar o posto de saúde mais próximo", afirma. Segundo ele, 95% dos focos de mosquito estão dentro das próprias residências.

 

Ao anunciar na última quarta-feira criação do "Risco Dengue", ferramenta para avaliar os riscos de epidemias da doença, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o Rio de Janeiro está entre os dez Estados brasileiros mais suscetíveis a uma epidemia no próximo verão.

 

O ministro recomendou que o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti de 2010 seja feito em 82 dos 92 municípios fluminenses.

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