Governo dos EUA declara emergência de saúde pública no país

País já confirmou 20 casos da doença em cinco estados, sendo oito deles os alunos da escola nova-iorquina

Agências Internacionais,

26 Abril 2009 | 14h12

A secretário de Segurança Doméstica dos EUA, Janet Napolitano, acaba de declarar emergência de saúde pública no país em virtude do surto de gripe suína. Napolitano disse que a medida é um "procedimento operacional padrão".

 

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John Brennan, assistente do presidente Obama para a Segurança Doméstica, disse que o presidente está monitorando a situação "muito atentamente" e recebendo informes e atualizações regulares.

 

Bresser disse que as coisas estão se movendo rápido e que as autoridades esperam que o vírus se espalhe. Contudo, ele assegurou aos americanos que as autoridades de saúde estão tomando as medidas para minimizar seu impacto.

 

País já confirmou 20 casos da doença em cinco estados (Nova York, Ohio, Kansas, Texas e Califórnia), sendo oito deles os alunos da escola nova-iorquina de segundo grau que, segundo o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, apresentam uma versão branda da gripe suína e que, aparentemente, o vírus não está se espalhando rapidamente entre a população. Cerca de 100 estudantes reclamaram de sintomas de gripe na escola. Alguns alunos foram para Cancun durante a semana da primavera (spring break) há algumas semanas.

 

Até agora, existem outros 12 casos confirmados de gripe suína na Califórnia, Texas e Kansas, com a idade dos pacientes variando de 9 anos a mais de 50 anos. Pelo menos duas pessoas foram hospitalizadas e todos os infectados se recuperaram ou estão em recuperação.

 

OMS

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a gripe suína no México e nos Estados Unidos é um evento de saúde pública de preocupação internacional. Segundo a organização, o vírus tem potencial para se espalhar pelo mundo.

 

O secretário-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, disse que a organização está estudando se deve elevar o nível de alerta mundial do grau 3 para o grau 4, o que deverá ser decidido na terça-feira, a partir das informações coletadas.

 

"Se decidirmos passar para o nível 4 (da escala que vai até 6), será uma mudança muito significativa, pois mostrará que um vírus potencialmente pandêmico como é este terá provado que é capaz de ser transmitido de pessoa para pessoa" fora de pequenos grupos, como os dos familiares que cuidaram de seus doentes, acrescentou.

 

Nesse caso, disse Fukuda numa entrevista coletiva , os países terão que começar a tomar medidas muito drásticas.

 

O especialista não descarta a hipótese de o vírus da gripe suína evoluir e se tornar ainda mais perigoso.

 

"Quando temos um novo vírus como este, contra o qual a maioria das pessoas no mundo não está imunizada ou está muito pouco imunizada, ele pode ser transmitido facilmente", acrescentou.

 

Fukuda destacou que, neste momento, a OMS "não tem evidências" de que o vírus surgiu de um ataque bioterrorista destinado a matar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Porém, disse a organização "continua estudando" todas as possibilidades.

 

A declaração do especialista foi uma resposta a uma pergunta relacionada à recente viagem que Obama fez ao México. Na visita, o presidente americano se reuniu com um arqueólogo renomado que dois dias depois morreu com sintomas similares aos da gripe.

 

Vírus

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse neste domingo (26) que os casos de gripe suína observados em pacientes nos EUA e no México, onde o surto foi registrado primeiro, são basicamente o mesmo. O doutor Keiji Fukuda, diretor geral assistente temporário para Segurança de Saúde e o Meio Ambiente da OMS, fez o comentário durante uma conferência call com a imprensa, que a agência pretende realizar diariamente.

 

Fukuda disse que é preciso mais tempo e informação sobre o surto da gripe suína antes da OMS mover seu nível de alerta de pandemia para um nível mais alto. O alerta está atualmente na fase 3, que em resumo significa infecções predominantemente animais com nenhuma ou transmissão limitada entre humanos. A fase 4 representaria uma transmissão sustentada entre humanos.

 

Ele também disse que não existem evidências de que o surto de gripe suína no México represente um ato de bioterrorismo. "Não existem sinais de que estejamos lidando com ações intencionais", disse Fukuda em resposta a uma pergunta sobre a recente visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao México, onde pelo menos 81 pessoas morreram de uma severa pneumonia causada por uma doença semelhante a gripe.

 

Fukuda acrescentou ainda que não existem evidências de que a gripe suína esteja se espalhando através da exposição à carne de porco ou aos animais. "Neste momento não existem evidências que indiquem que as pessoas estão sendo infectadas através da exposição à carne de porco ou aos porcos", disse Fukuda.

 

Nesta manhã, a Rússia decidiu proibir as importações de carne do México, de mais nove países latino-americanos e de vários estados dos EUA.

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