Governo emite registro profissional de 656 médicos estrangeiros

Profissionais vão receber declaração provisória até que cédula de identidade fique pronta

24 de outubro de 2013 | 22h50

BRASÍLIA - No mesmo dia em que foi ao ar o programa partidário do PT, estrelado pela presidente Dilma Rousseff e que explorou o programa Mais Médicos, o Ministério da Saúde emitiu 656 registros profissionais para atuação de estrangeiros no País.

Os médicos, cujos registros foram autorizados nesta quinta-feira, 24, receberão uma declaração provisória até que a cédula de identidade médica que está sendo produzida pela Casa da Moeda em 30 dias fique pronta.

Esses profissionais estão distribuídos por 357 municípios e 15 distritos sanitários especiais indígenas - a maioria deles (65%) concentra-se no Norte e Nordeste.

Beneficiados. Dos 180 estrangeiros que estavam sem registro e agora receberam a autorização do Ministério da Saúde, 106 deles estão em Estados cujos conselhos de medicina não emitiram nenhum registro - Espírito Santo, Rio, São Paulo e Maranhão.

Segundo a lei sancionada nesta quarta-feira, 23, pela presidente Dilma, o registro único autoriza o exercício da medicina exclusivamente no âmbito do programa e por um período de três anos, não podendo atender pacientes na rede privada.

De acordo com a pasta, o Mais Médicos já tem 1.232 médicos em atividade nos municípios que aderiram ao programa. Do total, são 748 brasileiros e 484 profissionais com diploma estrangeiro, que, até então, atuavam por meio de registro provisório emitido pelos conselhos de medicina.

A expectativa do governo agora é que um total de 1.412 médicos comecem a atender a população, beneficiando quase 5 milhões de brasileiros.

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