Governo investe na produção de vacinas

O Ministério da Saúde avançou ontem rumo ao objetivo de auto-suficiência na produção das vacinas incluídas no Programa Nacional de Imunização (PNI). O ministro Agenor Álvares assinou, no Rio, a portaria que criou o Programa Nacional de Competitividade em Vacinas, o Inovacina, cujo objetivo é criar condições para que o País, gradualmente, passe a produzir todas as vacinas de que precisa. Todos os anos, a União gasta com a aquisição delas mais de US$ 120 milhões (R$ 249,5 milhões). O Inovacina irá estabelecer, oficialmente, a cooperação entre os diferentes centros produtores de vacinas que abastecem o Sistema Único de Saúde (SUS), como o Instituto de Imunobiológicos de Manguinhos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio, e o Instituto Butantã, em São Paulo. Serão investidos, inicialmente, R$ 16 milhões. Junto com o programa, foi criada também a Câmara Técnica de Imunobiológicos, que irá traçar suas diretrizes. Além de possibilitar grande economia ao País, a auto-suficiência irá garantir que todas as vacinas que fazem parte do PNI estejam sempre disponíveis ao SUS, frisou o ministro da Saúde. A previsão do governo brasileiro é que as vacinas contra sarampo, rubéola e caxumba e também contra a gripe deverão ser produzidas no Brasil em cerca de dois anos; contra o rotavírus, a expectativa é de que seja fabricada dentro de cinco ou seis anos. O principal fabricante de vacinas do Brasil - e da América Latina - é Bio-Manguinhos, que foi criado há três décadas e produz 200 milhões de doses por ano. O aniversário do instituto foi celebrado ontem na abertura do 1º Simpósio Internacional de Imunobiológicos, que contou com a presença do ministro e de outras autoridades. O seminário, que ocorre até amanhã no Hotel Sofitel, no Rio, reúne especialistas em biotecnologia de todo o mundo, que estão debatendo temas como desenvolvimento de novas vacinas e formas de se tratar a aids e de se prevenir a expansão da dengue.

Agencia Estado,

03 de maio de 2006 | 09h17

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