Antonio Milena/AE
Antonio Milena/AE

Governo lança política de humanização na saúde

Projeto inclui ações como ampliação do horário de visitas, direito a acompanhante e atividades culturais e educativas para quem passa muito tempo no hospital

Fernanda Bassette,

24 de maio de 2012 | 06h00

Hospitais e ambulatórios médicos de especialidades (AMEs) do Estado de São Paulo receberão, nos próximos quatro anos, um investimento de R$ 40 milhões para aplicar em programas de humanização do atendimento.

 

A Política Estadual de Humanização em Saúde será lançada nesta quinta, 24, pela Secretaria de Estado da Saúde como uma das principais bandeiras dessa gestão. O programa terá como base histórias de sucesso que já funcionam de maneira pontual em outros hospitais do Estado.

"Entendemos que assistência em saúde é ir além do tratamento da doença. É olhar o doente, seus familiares, e proporcionar ferramentas que estabeleçam vínculo com os profissionais que prestam a assistência", diz Giovanni Guido Cerri, secretário de saúde do Estado.

Segundo a psicóloga Eliana Ribas, coordenadora do Núcleo Técnico de Humanização em Saúde da secretaria, a política estadual vai criar condições para que a política nacional de humanização seja implementada. Foi a própria Eliana que coordenou as propostas nacionais, que existem desde 2003, mas nem sempre são colocadas em prática pelos Estados e municípios.

Na prática. Num primeiro momento, 57 unidades de saúde do Estado - incluindo hospitais e AMEs - serão beneficiadas com a liberação dos recursos para a implementação das ações. Para isso, terão de apresentar os projetos com as propostas de  humanização. Ao todo, o Estado possui 83 hospitais e 46 AMEs.

Algumas ações práticas são a ampliação dos horários de visitas (inclusive em UTIs), o direito a acompanhante, a criação de equipes de referência para padronizar o atendimento do paciente, além de ações de caráter cultural e educativo para quem passa tanto tempo no hospital.

"Isso muda toda a dinâmica do atendimento, acalma o paciente, ele adere melhor ao tratamento e a família se sente mais acolhida. Num primeiro momento, podem achar que isso vai atrapalhar, mas, ao fim, você percebe que mais ajuda do que atrapalha", diz Eliana.

Embora não existam pesquisas específicas sobre isso, Eliana diz que a humanização do atendimento tem um reflexo direto na evolução do paciente e pode até ter um impacto no processo de alta. "Esse é um modelo de gestão e fortalecimento do SUS que promove uma reorganização dos processos de trabalho."

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