Governo libera R$ 2,1 bilhões para combate à gripe suína

Donheiro será investido em vacinas, remédios e em pesquisas científicas sobre a doença e fatores de risco

06 de outubro de 2009 | 11h42

O presidente da República em exercício, José Alencar, aprovou a medida provisória 469, que libera crédito suplementar de R$ 2,1 bilhões para o enfrentamento da pandemia de Influenza A (H1N1), a gripe suína, informa boletim distribuído pelo Ministério da Saúde. A decisão foi publicada na primeira seção do Diário Oficial da União desta terça-feira, 6.

 

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O recurso será utilizado, segundo informa o ministério, na aquisição de vacinas e medicamentos contra a nova gripe, além de equipamentos para hospitalização, material de diagnóstico, aumento do número de leitos de UTI e capacitação de profissionais de saúde.

 

Do total das verbas aprovadas, R$ 1,06 bilhão será usado na aquisição de vacinas, que serão distribuídas no primeiro semestre de 2010, antes do início do inverno.

 

Com os recursos da medida provisória, o ministério também pretende reforçar o estoque de medicamentos contra a gripe A, com a aquisição de mais 11,2 milhões de tratamentos, representando um investimento de R$ 483,6 milhões. Parte dos medicamentos (2 milhões de tratamentos) será produzida pelos laboratórios oficiais - do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, sob supervisão do Laboratório de Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As instituições militares receberão investimento de R$ 20 milhões em infraestrutura.

 

O Ministério da Saúde vai financiar ainda cinco pesquisas sobre o comportamento do vírus A (H1N1). Um total de R$ 5 milhões será destinado a estudos sobre a efetividade do medicamento fosfato de osetalmivir na redução dos sintomas e da gravidade da doença, e na análise das mutações genéticas do vírus. Essas duas pesquisas deverão ficar prontas em um prazo de até um ano.

 

As outras três, sobre fatores de risco, transmissão, gravidade, mortalidade e da validação do insumo produzido no País para o diagnóstico da doença serão finalizadas até o fim do ano. A intenção é validar o produto fabricado no Brasil e nacionalizar a sua produção.

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