DIDA SAMPAIO/ESTADAO
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante coletiva sobre a situação do coronavírus no Brasil  DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Governo confirma 3º caso de coronavírus e espera contraprova do quarto paciente

Novo caso confirmado é de colombiano que vive em São Paulo e que viajou à Europa durante o mês de fevereiro. Pasta monitora ainda 531 casos suspeitos e já descartou outros 314

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2020 | 16h30
Atualizado 01 de abril de 2020 | 14h47

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde e as secretarias de Saúde de São Paulo (estadual e municipal) confirmaram nesta quarta-feira, 4, um terceiro caso importado do novo coronavírus no Brasil. Além desse, as autoridades investigam outro possível caso confirmado de coronavírus na capital paulista. Exames de contraprova estão sendo realizados para confirmar a amostra do possível caso. Acompanhe atualizações em tempo real

O terceiro paciente confirmado com a doença é um administrador de empresas colombiano, de 46 anos, que vive na cidade de São Paulo e que viajou ao exterior ao longo do mês de fevereiro. Ele foi à Espanha no dia 9 de fevereiro e passou pela Itália, Áustria e Alemanha antes de retornar à capital paulista, em 29 de fevereiro. Com tosse, dor de gargante e cabeça, ele procurou o Hospital Israelita Albert Einstein nesta quarta-feira, 4, onde o teste foi realizado e a confirmação ocorreu. 

Uma adolescente de 13 anos pode ser o quarto caso de coronavírus. Ela esteve em Milão, na Itália, no dia 22 de fevereiro. Na região das Dolomitas, nos Alpes Italianos, ela se submeteu a uma cirurgia no joelho em um hospital local. Mesmo sem apresentar sintomas, quando regressou ela foi testada em São Paulo, onde um laboratório privado confirmou o caso. A amostra está passando por uma contraprova no Instituto Adolf Lutz para verificar e confirmar definitivamente o caso. 

O ministério informou também que monitora 531 casos considerados suspeitos. Outros 314 casos já foram descartados. A pasta acrescentou que a lista de países monitorados chegou a 31. Os Estados com mais casos suspeitos são São Paulo (135), Rio Grande do Sul (98), Minas Gerais (82) e Rio de Janeiro (55), segundo dados compilados até 17h15. 

Assista à entrevista concedida pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira

 

#AoVivo - Ministério da Saúde atualiza situação sobre o coronavírus Publicado por Ministério da Saúde em  Quarta-feira, 4 de março de 2020

Os outros dois casos confirmados no Brasil anteriormente também foram de pessoas que tinham viajado à Itália, onde o surto está avançando rapidamente. Os três casos confirmados e a jovem monitorada estão em isolamento domiciliar, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Nos dois primeiros pacientes, não há relato de problemas de saúde ou complicações decorrentes da doença, nem foram registrados sintomas em pessoas que convivem com eles.

Apesar do caso suspeito assintomático da adolescente, Mandetta afirmou que a rede pública seguirá avaliando suspeitas do novo coronavírus apenas em pessoas que têm sinais da doença. “Ela fez uma coleta fora da curva. Para saúde pública, a gente continua somente com casos suspeitos quem têm sintoma. A gente não vai fazer exame, uma loteria, com todo mundo que chega para ver se tem a doença”, afirmou o ministro.

Segundo Mandetta, a recomendação é seguir o "bom senso" para buscar um serviço de saúde. "Pela lei do bom senso, recomenda-se para pessoas que vão a locais de transmissão intensa". O ministro voltou a recomendar que não sejam feitas viagens desnecessárias a países em alerta, ainda que não haja orientação formal do governo.

Mandetta disse ao BRPolítico, mais cedo, que o teste da adolescente foi feito no laboratório Fleury, que ainda não está entre os credenciados pelo governo federal para este tipo de análise. Assim, será necessária uma contraprova.

90 mil casos confirmados no mundo

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentados pelo ministério, há 90.870 casos confirmados do novo coronavírus no mundo, sendo 1.922 novos. Há 72 países com pessoas infectadas. A OMS registra 3.112 óbitos pela doença, sendo 1.792 novos. A China concentra 80.304 casos do novo coronavírus e 2.946 óbitos.

O Ministério da Saúde ampliou na terça-feira, 3, de 27 para 31 o número de países que passam a ser monitorados para o novo coronavírus.  Pessoas que estiveram nesses países nos últimos 14 dias e apresentarem febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, serão enquadradas como casos suspeitos de coronavírus. 

Lista de países monitorados

  • China (epicentro da doença)
  • Alemanha
  • Argélia
  •  Austrália
  •  Canadá
  • Coreia do Norte
  •  Coreia do Sul
  •  Croácia
  • Dinamarca
  • Emirados Árabes Unidos
  • Equador
  • Espanha
  • Estados Unidos
  • Finlândia
  • França
  • Grécia
  • Holanda
  • Indonésia
  • Irã
  • Israel
  • Itália
  • Japão
  • Líbano
  • Malásia
  • Noruega
  • Reino Unido
  • San Marino
  • Cingapura
  • Suécia
  • Suíça
  • Tailândia
  • Vietnã

Os países da lista têm transmissão interna da doença, quando há mais de cinco infecções feitas dentro do território, ou seja, que não foram importadas.

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Presidente do COI descarta adiar ou cancelar Olimpíada de Tóquio

Thomas Bach diz que comitê conversou com especialistas e segue os conselhos da Organização Mundial da Saúde sobre o coronavírus

Redação, Estadao Conteudo

04 de março de 2020 | 16h24

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, descartou nesta quarta-feira adiar ou cancelar os Jogos Olímpicos de Tóquio, marcado para julho. Ele fez as declarações um dia depois de a ministra da Olimpíada do Japão, Seiko Hashimoto, cogitar a possibilidade de remarcar o grande evento para o fim do ano.

"Eu posso dizer a vocês que, na reunião do Comitê Executivo do COI, as palavras 'cancelamento' e 'adiamento' não foram mencionadas", afirmou o dirigente. O Comitê Executivo do COI esteve em reunião nesta terça e quarta, em sua sede, em Lausanne, na Suíça.

Questionado sobre a confiança que demonstrou na realização da Olimpíada, marcada para acontecer de 24 de julho a 9 de agosto, Bach respondeu rapidamente: "Porque nós conversamos com especialistas". "Nós somos uma organização esportiva e nós seguimos os conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS)."

Com origem na China, o coronavírus apresentou seus primeiros casos no fim do ano passado e já infectou cerca de 90 mil pessoas pelo mundo, causando mais de 3.100 mortes. Surtos mais intensos aparecem no Irã e na Itália. Em razão da preocupação com o surto, a própria Suíça, onde fica sediado o COI, decidiu banir reuniões públicas com mais de 1000 pessoas até meados de março, numa tentativa de conter a expansão do vírus pelo país, que é vizinho da Itália.

"Não vou acrescentar combustível ao fogo da especulação", declarou Bach, ao se esquivar de algumas perguntas. Questionado sobre uma possível declaração de pandemia pela OMS, ele afirmou: "Não vou fazer parte de nenhum tipo de especulação."

Diversos eventos-teste e classificatórios para a Olimpíada foram cancelados em meio ao surto do coronavírus nas últimas semanas. Diante disso, o canadense Dick Pound, vice-presidente do COI, sugeriu que os Jogos de Tóquio-2020 pudessem ser cancelados se a contaminação do vírus seguisse aumentando.

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Tivemos uma situação em que não sabíamos se teríamos Jogos na península da Coreia (Jogos de Inverno de Pyeongchang-2018). E, antes do Rio-2016, havia as especulações sobre o vírus da zica
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Thomaz Bach, presidente do COI

"Temos desafios agora com os torneios pré-olímpicos", admitiu Bach. "É desafiador, sim, mas ao mesmo tempo posso fazer que estou muito orgulhoso do movimento olímpico pela solidariedade e flexibilidade que todos demonstraram diante destes desafios, de forma a garantir a realização dos torneios."

O presidente do COI lembrou que preocupações com doenças e problemas geopolíticos às vésperas de uma Olimpíada não são novidade. "Tivemos uma situação em que não sabíamos se teríamos Jogos na península da Coreia (Jogos de Inverno de Pyeongchang-2018). E, antes do Rio-2016, havia as especulações sobre o vírus da zica."

Até o momento, o novo coronavírus já contaminou mais de 91 mil pessoas em todo o mundo e fez mais de 3,1 mil vítimas. O balanço no Japão desconsidera os 706 casos e seis falecimentos ligados ao navio Diamond Princess, que estava em quarentena na Baía de Yokohama.

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Cientistas chineses descobrem como novo coronavírus entra no organismo

Estudo mostra que o vírus se liga a uma proteína presente na membrana celular; descoberta foi publicada na 'Science'

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2020 | 16h16

RIO - Em velocidade sem precedentes na história da ciência, especialistas chineses já descobriram os mecanismos pelos quais o novo coronavírus entra no organismo humano. A descoberta, publicada em caráter extraordinário na Science, é crucial para o desenvolvimento de medicamentos, vacinas e novos testes de diagnóstico para o Covid-19.

Segundo o novo estudo, o vírus se liga a uma proteína presente na membrana celular. Ao determinar a proteína que serve de porta de entrada para a doença, os cientistas oferecem um importante alvo para a ação de novas drogas. O próximo passo é ampliar o estudo para definir a estrutura completa dessa proteína.

“Nossas descobertas não apenas lançam luz sobre a compreensão dos mecanismos da infecção viral, como também vão facilitar o desenvolvimento de técnicas de detecção viral e potenciais medicamentos antivirais”, afirmaram os autores, em nota oficial.

O estudo foi realizado por pesquisadores do Instituto para Estudos Avançados de Hangzhou, da Universidade Westlake de Hangzhou e da Universidade de Pequim. Uma das características positivas da nova epidemia é a rapidez com que a comunidade científica vem oferecendo informações sobre o vírus recém-descoberto.

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Na Itália, coronavírus lota hospitais e transforma médicos em pacientes

Autoridades da saúde na linha de frente da batalha contra o coronavírus disseram que o sistema de saúde do país chegou no seu limite

Loveday Morris, The Washington Post

04 de março de 2020 | 12h33

LODI, ITÁLIA - Um médico afirmou que o coronavírus atingiu como “um tsunami” o hospital onde trabalha e onde mais de 100 das 120 pessoas admitidas infectadas com o vírus também desenvolveram pneumonia. Outro hospital vizinho tem escassez de profissionais uma vez que os médicos agora se tornaram também pacientes.

Em mais de uma dezena de entrevistas, médicos, virologistas e autoridades da saúde na linha de frente da batalha da Itália contra o coronavírus disseram que o sistema de saúde chegou no seu limite – situação que outros países deverão enfrentar à medida que o vírus se propaga.

Num esforço para resolver o problema, a Itália vem formando enfermeiros rapidamente e convocando trabalhadores da área médica já aposentados. Os hospitais nas regiões mais atingidas pelo vírus vêm postergando cirurgias não urgentes e lutando para aumentar em 50% o número de leitos nas unidades de tratamento intensivo.

“Este é o pior cenário que vi até hoje”, afirmou Angelo Pan, chefe da unidade de doenças infecciosas no hospital de Cremona, observando que há uma prevalência de casos de pneumonia. Segundo afirmou, 35 pacientes no seu hospital necessitam ser entubados ou de ventilação mecânica para conseguirem respirar.

A Itália vem realizando testes extensivos do coronavírus, incluindo casos de pessoas que não manifestam sintomas da doença. Desde a tarde de terça-feira, 2.263 pessoas tiveram teste positivo. Dessas, 1.263 foram hospitalizadas, incluindo 229 em tratamento intensivo. E 79 pessoas morreram.

Especialistas afirmam que, embora muitos casos do Covid-19, no geral, sejam mais brandos, regiões no norte da Itália registram situações mais severas porque a região tem uma grande população de idosos com uma alta incidência de câncer e outros problemas de saúde – o segmento mais vulnerável à doença.

“A situação é bem ruim no epicentro da epidemia”, indicou Giovanni Rezza, diretor do departamento de doenças infecciosas no Instituto Nacional de Saúde da Itália. “Temos uma população muito idosa que necessita de suporte e assistência hospitalar e é uma sobrecarga muito grande para os hospitais nessa área”.

Do mesmo modo que o cluster no Estado de Washington, os virologistas acreditam que o vírus vinha se propagando silenciosamente no norte da Itália sem que as pessoas percebessem. O italiano de 38 anos que foi o primeiro a testar positivo para o vírus, na região da Lombardia, e permanece em tratamento intensivo, não viajou para o exterior, e os médicos de início o enviaram para casa.

Uma vez que o Covid-19 se manifestou, os hospitais na região rapidamente se viram inundados de casos. E nessa ocasião, dezenas de médicos e atendentes hospitalares foram infectados. “A lição é que você precisa intervir muito rapidamente e de maneira muito incisiva”, disse Rezza. “Do contrário, terá uma grande sobrecarga da doença que vai colocar em risco o sistema de saúde. Não podemos transigir”.

Embora criticadas por demorar a detectar o primeiro caso, as autoridades de saúde italianas adotaram medidas decisivas, isolando 50 mil pessoas e testando milhares, num esforço para conter a propagação do vírus. Eles esperam que as medidas adotadas comecem a dar resultado no fim da semana. Mas Reza disse que as restrições de movimento e reuniões poderiam ser ampliadas para mais de duas semanas, como previsto, de modo a se avaliar melhor se estão funcionando, ao passo que a área de isolamento também tinha de ser expandida.

Para ele, embora a contenção do vírus não seja possível neste estágio, é importante desacelerar sua circulação. “A pior situação é ter muitos casos num único lugar”.

Foi este o caso na cidadezinha de Lodi, a pouco mais de 30 quilômetros distante de Milão, onde dois andares do hospital foram separados para atender 250 pacientes de coronavírus, com 70 deles em situação grave. Os médicos afirmam ter tratado a epidemia como um “evento com vítimas em massa”, que piorou diante do fato de que médicos e atendentes também foram atingidos pelo vírus.

“Este hospital conseguiu funcionar numa situação bastante complexa. Médicos, atendentes de enfermagem, técnicos, também foram infectados e foram obrigados a permanecer em casa”, explicou.

Segundo as autoridades de saúde italianas, 10% do corpo médico na região da Lombardia foram infectados. Costantino Troise, diretor do sindicato de médicos Anaao Assomed, afirmou que os funcionários da área médica representam 5% das infecções na Itália e que cortes de financiamento recentes significam que, mesmo antes de o vírus surgir, o país já enfrentava uma escassez de milhares de médicos e enfermeiros.

Médica vira paciente

No hospital de Lodi, a dra. Francesca Reali, de 43 anos, agora é paciente, tendo contraído o vírus. Segundo informou, os sintomas foram leves, embora mais intensos do que uma gripe. Ela acredita que contraiu o vírus dias antes de ficar constatado que ele estava presente na comunidade e ela estava trabalhando sem nenhuma proteção extra.

Tossindo enquanto falava ao telefone, Massimo Vajani, diretor da associação médica local, disse ter sido testado para o coronavírus há cinco dias e aguardava o resultado. Três dos quatro médicos de família na cidade de Castiglione d’Adda, na Lombardia, estavam em quarentena. “Precisamos de mais médicos e enfermeiros”, afirmou. E acrescentou que os médicos estão fazendo o máximo possível para ajudar os pacientes remotamente. “Acho que o sistema dará conta, mas depende de como as coisas vão evoluir nos próximos dias”.

Embora tratamentos quimioterápicos continuem, cirurgias não urgentes foram retardadas e o serviço de ambulatório de HIV foi temporariamente suspenso.

No hospital em Lodi, Giovanna Cardarelli visitava seu pai de 92 anos, internado com problemas cardíacos pouco antes da eclosão da epidemia.

Ele não pode ser transferido para ala cirúrgica como sua condição de saúde requer, enquanto não for testado negativo para o vírus, uma vez que outros hospitais estão preocupados com o contágio. “Não estou acusando ninguém, mas é muito estressante”, lamentou, removendo o jaleco hospitalar e a capa de proteção dos sapatos na porta e lavando as mãos. “Já se passaram duas semanas. Ele está muito deprimido e estamos todos muito cansados”. / Tradução de Terezinha Martino.

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Ministério debaterá novo coronavírus com órgãos do governo e entidades médicas

A ideia é debater cenários sobre o avanço da doença e tentar listar um “arsenal” de produtos que podem ser usados para tratar da doença. Brasil tem três casos confirmados

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2020 | 20h04

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde fará reunião nesta quinta-feira, 5, sobre o novo coronavírus com especialistas, diversas entidades médicas e órgãos do governo. Segundo o ministro Luiz Henrique Mandetta, a ideia é debater cenários sobre o avanço da doença e tentar listar um “arsenal” de produtos que podem ser usados para tratar da doença. O Brasil tem três casos confirmados

“Vamos reunir todos, dar o papel de cada um, colocar todos para pensarem e exporem seus pontos de vista”, disse o ministro. “Temos um tempo pela frente (para debater a doença). Não temos transmissão sustentada no Brasil. São todos casos importados.”

Assista à entrevista concedida pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira

 

#AoVivo - Ministério da Saúde atualiza situação sobre o coronavírus

Publicado por Ministério da Saúde em  Quarta-feira, 4 de março de 2020

Devem participar da reunião, às 9h, sociedades médicas, associações e conselhos do setor de saúde, Anvisa, Fiocruz, Butantan, representantes de Estados e municípios, Hospital Israelita Albert Einstein, o Instituto Adolfo Lutz e a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp).

Críticas à OMS

Mandetta voltou a cobrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declare o novo coronavírus uma pandemia. Ele afirma que a medida seria positiva, pois o País deixaria de considerar suspeito de novo coronavírus apenas pessoas que estiveram em países da lista de alerta para a doença.

O ministro afirmou ainda que a OMS poderia ter "arbitrado" as compras de equipamentos de proteção, como máscaras. Segundo ele, China e outros países com mais casos da doença compraram estoques e a produção de diversas empresas, inclusive do Brasil, o que estaria dificultando a busca por estes equipamentos.

Segundo o secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, o governo deve receber até sexta-feira, 6, parte dos equipamentos de proteção licitados, como álcool em gel. Ainda está aberta a negociação sobre máscaras e aventais, mas Gabbardo disse que estes produtos devem chegar aos Estados em até três semanas.

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