WILTON JUNIOR/ESTADÃO
WILTON JUNIOR/ESTADÃO

RJ monta hospital de campanha em cidade com morte por febre amarela

Profissionais de saúde de outras cidades foram enviados para a cidade a fim de reforçar as equipes nos postos de saúde

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

16 Março 2017 | 19h33

A vacina contra febre amarela está sendo transportada por helicóptero para Casimiro de Abreu, cidade da Baixada Litorânea, em que foi confirmada a primeira morte no Estado pela doença. Equipes do Corpo de Bombeiros montaram um hospital de campanha na Praça Feliciano Sodré, centro da cidade, onde funcionará posto para vacinar a população.

Profissionais de saúde de outras cidades foram enviados para Casimiro de Abreu para reforçar as equipes nos postos de saúde. As técnicas de enfermagem Nilma Souza e Glace Rodrigues saíram pela manhã de Saquarema, na Região dos Lagos. Elas próprias não haviam sido imunizadas e passavam repelente para evitar serem picadas. "O risco maior é para quem está nas áreas próximas da mata. Deixamos as doses para a população. Vamos nos vacinar quando chegarem novas levas da vacina", explicou Nilma.

O horário de funcionamento dos postos de saúde foi ampliado em mais duas horas e o expediente somente será encerrado às 19h. A confirmação de casos de febre amarela - além de uma morte, um morador com exame positivo para a doença foi transferido para o Hospital dos Servidores do Estado, no Rio - levou a uma corrida aos postos de saúde.



"Vim tomar a vacina porque ninguém quer morrer, né?", disse a doméstica Damaris Correia Morais, de 27 anos. A dona de casa Suzana Pereira, de 34 anos, levou a filha Samira, de 15, para ser vacinada. "No carnaval, essa região do Sana, Lumiar, ficou cheia de gente vindo de fora. É uma região muito turística, de cachoeiras. Pode ser que um turista contaminado tenha trazido a doença", acredita Suzana.

A prefeitura emitiu alerta para que a população evite a Cachoeira do Pai João, próximo à casa do pedreiro Watila Santos, de 38 anos, que morreu em decorrência da febre amarela. A estudante de serviço social Thaiany Silva, de 22 anos, que também estava na fila para se vacinar, disse que seus amigos estiveram no local na manhã desta quarta-feira. "É um dos principais programas do pessoal que mora aqui. E lá tem tanto mosquito, que arranca sangue da gente", contou. Ela tinha ido a Macaé, no Norte Fluminense, e não acompanhou os amigos no passeio. "Ainda bem".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.