Governo pede R$ 2,1 bi para vacina e tratamento da gripe

Do total das verbas previstas na medida provisória, R$ 1,06 bilhão será usado na aquisição de vacinas

26 Agosto 2009 | 18h36

O governo federal informa que decidiu enviar ao Congresso medida provisória para liberação de crédito suplementar no valor de R$ 2,1 bilhões para o enfrentamento da pandemia de Influenza A (H1N1), a gripe suína. Esse recurso será utilizado na aquisição de 73 milhões de doses da vacinas e na compra de mais 11,2 milhões de tratamentos, além de equipamentos para hospitalização, material de diagnóstico, aumento do número de leitos de UTI, capacitação dos profissionais e ampliação dos turnos nas unidades de saúde.

 

Do total das verbas previstas na medida provisória, R$ 1,06 bilhão será usado na aquisição de vacinas contra a nova gripe. No primeiro semestre de 2010, o Ministério da Saúde distribuirá 73 milhões de doses à população, o suficiente para imunizar, pelo menos, 36,5 milhões de pessoas.

 

 

Desse total, 33 milhões serão fabricadas pelo Instituto Butantã, em São Paulo, e as 40 milhões de doses restantes, adquiridas do Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e de empresas privadas. Até o momento, o laboratório brasileiro é o único da América Latina com capacidade para produzir a vacina.

 

Os novos tratamentos serão distribuídos aos Estados a partir de setembro deste ano, e representam um investimento de R$ 483,6 milhões. Parte da nova remessa, 2 milhões de tratamentos, será produzida pelos laboratórios oficiais - do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, sob supervisão do Laboratório de Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As instituições militares receberão investimento de R$ 20 milhões em infraestrutura.

 

Desde o início da pandemia, o Ministério da Saúde comprou e produziu um total de 1,2 milhão de tratamentos. De 25 de abril a 21 de agosto, foram distribuídos aos estados 695.566 tratamentos. Além disso, o Ministério da Saúde mantém em estoque 8,5 milhões em matéria-prima para a formulação do produto, insumo adquirido em 2006 para uma possível pandemia de gripe aviária, que não ocorreu.

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