REUTERS/Adriano Machado
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Governo quer investir R$ 900 milhões para aumentar postos de saúde com atendimento ampliado

Secretário disse que serão priorizados locais com transmissão do novo coronavírus

Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2020 | 18h22

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira, 10, que deseja repassar a municípios até R$ 900 milhões para aumentar de 1,5 mil para 6,7 mil o número de postos de saúde com atendimento ampliado no País. 

Segundo a pasta, o recurso já está previsto no Orçamento. Há 42 mil postos de saúde no Brasil. 

O secretário-executivo da Saúde, João Gabbardo, disse que o governo irá priorizar a habilitação de postos em locais com transmissão do novo coronavírus

Segundo a pasta, 90% dos casos da nova doença são leves e podem ser atendidos nestes postos. 

O aumento do número de postos com horário ampliado será feito pelo programa "Saúde na Hora 2.0". Cada município recebe R$ 15 mil mensais a mais para investir nas unidades habilitadas. A ideia é garantir aumento no atendimento de unidades de 40 horas para 60 horas ou 75 horas semanais.

Gabbardo disse que o governo terá "preocupação redobrada" para disponibilizar leitos de UTI em hospitais de referência. "Os sistemas de saúde estão sendo atingidos porque internações de casos mais graves são longas, de até 3 semanas", disse.

Repasse a Estados

Gabbardo disse que "até o momento" não há previsão de antecipar recursos aos Estados para custeio do combate ao novo coronavírus. Como o Estadão/Broadcast revelou, os secretários estaduais de saúde pedem R$ 1 bilhão, sendo que R$ 200 milhões imediatamente.

"Estamos antecipando serviço, habilitação e colocação de leitos em UTI", disse o secretário. Ele afirmou que a ideia do governo federal não é repassar os recursos diretamente aos Estados e municípios. "Nós vamos nos responsabilizar por todas as internações", disse.

"O Ministério da Saúde nunca fez nenhuma projeção de recursos a serem disponibilizados. Estamos trabalhando numa lógica de colocar recursos conforme a necessidade", disse.

Gabbardo afirmou que o Ministério da Saúde deverá precisar de recursos para combater a doença, mas que os valores serão discutidos no tempo certo.

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