Governo vai abordar moradores não vacinados contra febre amarela em Valença (RJ)

Município do sul fluminense receberá R$ 200 mil do Estado para combater a doença

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

14 Janeiro 2018 | 19h56
Atualizado 15 Janeiro 2018 | 10h56

O município de Valença, no sul fluminense, onde há um caso confirmado de febre amarela e três suspeitas, vai receber R$ 200 mil do Estado para combater a doença. Os recursos serão destinados ao pagamento de equipes de imunização e financiamento de seus deslocamentos, de modo que os cidadãos não vacinados sejam abordados, especialmente os que moram em áreas rurais. As unidades de saúde da cidade foram orientadas a ampliar a vigilância e se preparar para fazer diagnósticos precoces, a fim de evitar novos casos.

A Secretaria de Estado da Saúde confirma um doente em Valença, em recuperação, e uma morte no município de Teresópolis, na Região Serrana. A prefeitura de Valença informou ao jornal O Globo que existem três casos de óbitos ainda sob investigação. 



No sábado, o secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr, esteve na cidade e destacou a necessidade de se buscar a população em casa para ser imunizada, de se prestar assistência rápida, para que os quadros não evoluam, e de se disseminar informações sobre a doença.

Há um ano a imunização no município já é recomendada, por Valença se situar próximo à divisa com Minas Gerais, Estado que registrou mais de 160 mortes ano passado em decorrência da febre amarela. Será enviado reforço de 20 mil doses para Valença e 10 mil para Teresópolis, segundo a pasta. A cobertura vacinal nos dois municípios está em 80%.

As ocorrências até o momento são referentes à febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes nas regiões de mata apenas. Desde 1942, não há registro no País da forma urbana da doença, que é passada pelo Aedes aegypti, o mosquito da dengue.

 

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